Não existem tantos copos como garrafas de vinho, mas a diferença entre uns e outros já foi bem mais assinalável. Apesar da muita variedade no mercado, o que realmente conta é a qualidade destes. Afinal, beber um grande vinho num recipiente assim-assim não melhora a experiência, muito pelo contrário.

Se em tempos havia muito a ideia de distinguir copos para tintos e para brancos — bem como a tradicional flûte para o espumante ou o cálice para o Vinho do Porto —, hoje a premissa é outra, uma vez que há mais variáveis em jogo. Seja disso exemplo a marca Riedel, que aposta na criação de copos para diferentes tipos de casta, da uva Malbec à portuguesa Alvarinho (há até o detalhe do Sauvignon Blanc com e sem madeira). “Existem marcas que já têm os copos tendo em conta as castas, mas outras apostam nos estilos, como o copo Universal, Borgonha ou Bordéus”, esclarece o sommelier Rodolfo Tristão, que leciona na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril. Tristão costuma dizer aos alunos para provarem o mesmo vinho em dois copos diferentes e, assim, notar a forma como ambos interferem na momento da apreciação.

Rodolfo Tristão é sommelier e leciona na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril

MELISSA VIEIRA/OBSERVADOR

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