A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, disse esta quinta-feira que a partilha de dados dos opositores russos que se manifestaram em frente à embaixada da Rússia em Lisboa em janeiro é “extraordinariamente grave numa democracia” e levanta múltiplas questões sobre se esta prática foi comum no passado recente do país.

O que aconteceu não podia ter acontecido“, disse Catarina Martins aos jornalistas. “Ou seja, dados de cidadãos que organizaram um protesto foram enviados a uma embaixada de um país estrangeiro. Nem podiam ser enviados a ninguém por causa do Regime Geral de Proteção de Dados. Não tem nenhum sentido este procedimento. Tanto quanto nos foi dito, o procedimento entretanto foi alterado. Mas há ainda muitas perguntas que precisam de resposta e nós esperamos que nos próximos dias possam ser esclarecidas.”

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