Ricardo Mourinho Félix acusa o Banco de Portugal de se ter subjugado à vontade do Governo de Passos Coelho no momento da resolução do BES, em agosto de 2014, e acusa tanto o Governo como o ex-governador, Carlos Costa, de terem participado num “embuste”.

“Se quem determinou o montante [de capitalização inicial para a resolução] foi mesmo a senhora ministra das Finanças [Maria Luís Albuquerque], uma coisa fica clara: O Banco de Portugal nesse momento não atuou de forma independente. Fez o que a senhora ministra das Finanças lhe mandou fazer. Subjugou-se. E isso é uma falha grave, muito muito grave”, afirmou o ex-secretário de Estado do Tesouro e das Finanças aos deputados, na comissão parlamentar de inquérito dedicada aos problemas do Novo Banco.

O antigo governante, e agora vice-presidente do Comité de Gestão do Banco Europeu de Investimento, referia-se ao “segredo que era de polichinelo e que foi finalmente revelado pelo então governador do Banco de Portugal” na comissão de inquérito: “Não foi o Banco de Portugal que determinou o montante de injeção de capital no momento da resolução, foi o Governo, através da senhora ministra das Finanças [Maria Luís Albuquerque]”, atirou Mourinho Félix.

Poucos minutos passavam do início da audição de Ricardo Mourinho Félix no Parlamento para se ouvirem ataques cerrados ao governo de Passos Coelho sobre a situação do BES e a tentativa de alienação do Novo Banco que se seguiu, mas também ao anterior governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

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