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Uma análise do jornal The Guardian concluiu que até dois milhões de pessoas podem vir a ser infetadas com o novo coronavírus no Reino Unido este verão.

Atualmente, são confirmados diariamente no Reino Unido menos de 29 mil casos por dia, mas as autoridades esperam que os números venham a aumentar a partir de 19 de julho, atingindo os 50 mil, adiantou Sajid Javid, secretário de Estado da Saúde, no parlamento britânico.

No final do verão, poderão chegar aos 100 mil novos casos diários, um número sem precedentes no país, refere o The Guardian, lembrando que no pico da pandemia, no final de dezembro passado, o Reino Unido rondou os 81 mil casos por dia.

Mesmo partindo do princípio que os números nunca chegarão a estes valores, e que até 19 de julho se atingirá uma média de 35 mil casos por dia e até 16 de agosto de 60 mil, as projeções do The Guardian apontam para mais de dois milhões de novos casos este verão. Isso significa que pelo menos dez milhões de pessoas terão de ficar em isolamento, uma situação que terá os seus efeitos nas instituições de saúde e também na economia.

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Mas o Reino Unido não é o único país a prever uma complicação da situação pandémica. Em Espanha, a alta incidência da variante Delta e outras entre os mais jovens levou algumas autoridades locais a implementarem novas medidas restritivas. Na Catalunha, por exemplo, foi decretado o encerramento dos espaços noturnos.

A incidência cumulativa dos últimos 14 dias em Espanha é de 204 casos por 100 mil habitantes, mas o número é três vezes maior no grupo dos 20 aos 29 anos, refere o El País. Em Madrid, a incidência ultrapassa os 400 casos entre o grupo dos 15 aos 24 anos. É também em Madrid onde a variante Delta tem sofrido o maior aumento — de acordo com o mesmo jornal, é já a dominante, com 44,3‰ dos novos casos detetados em hospitais.

Existem outros países onde o agravamento da situação é já uma realidade. É o caso da Tunísia, que atingiu esta terça-feira o número mais alto de testes positivos pandemia (7.930), tendo sido registadas ainda 119 mortes.

Na China, foi comunicado esta quarta-feira o maior número de novos casos desde 30 de janeiro (57). Foram mais 34 casos do que no dia anterior, quando foram confirmados 23. Dos 57 casos, 15 dizem respeito a um surto local, na área de Ruili, na fronteira com o Myanmar, responsável por outros seis casos confirmados em dias anteriores. Os restantes foram detetados em viajantes que vinham do exterior. O número total de casos ativos ascendeu aos 458.

O México confirmou a entrada numa terceira vaga. O país tem-se mantido na casa dos 8 mil novos casos diários. Esta terça-feira, foram ainda comunicadas 269 mortes devido à Covid-19. No outro lado do mundo, na Rússia, foi atingido um novo recorde de 737 óbitos, de acordo com o The Moscow Times. Na semana passada, o país registou novos máximos durante cinco dias seguidos.

Das 737 mortes comunicadas pelas autoridades russas, 114 ocorreram em Moscovo, epicentro da pandemia no país. O número corresponde a um aumento de 13% em relação à última atualização, feita no domingo, 4 de julho.