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Depois de um ano sem atribuição da Taça Continental em virtude da pandemia, que anulou o final de várias provas europeias no hóquei em patins, o regresso da competição não foi propriamente pacífico pela mexida no modelo competitivo que estava previsto e que previa uma Final Four entre os dois finalistas da Liga dos Campeões e da Taça WSE, tirando assim da prova o FC Porto e também os italianos do Sarzana.

“O FC Porto considera esta decisão incompreensível e inaceitável, algo impossível de acontecer em qualquer outra modalidade desportiva, que descredibiliza a patinagem, concretamente o hóquei em patins, e quem a dirige a nível europeu. Não tendo expectativas de que esta decisão possa ser revertida, no sentido de os regulamentos serem cumpridos, confiamos que esta nossa posição possa servir para que, no futuro, não surjam novas situações que envergonham a modalidade. A patinagem merece ser respeitada e credibilizada, sendo os seus dirigentes os primeiros e principais responsáveis por esse objetivo”, apontaram os dragões num comunicado enviado a todas as instâncias internacionais após ficar a conhecer a decisão.

Por motivos de pandemia, a Taça Continental nem se ia realizar pela falta de candidaturas para receber a organização mas o Comité Europeu de Hóquei em Patins acabou por aceitar uma “oferta” do Lleida feita duas semanas depois do anúncio do cancelamento desta edição, que se disponibilizou para receber apenas um jogo. Era nesse contexto e novo figurino que o Sporting tentaria defender o troféu conquistado na última edição, em 2019 (curiosamente contra o FC Porto, no Pavilhão João Rocha), por sinal o primeiro na prova depois de quatro finais anteriormente perdidas. E foi nesse contexto e novo figurino que repetiu o filme de 2019 em que juntou à Liga dos Campeões a conquista da Taça Continental.

Com alguns encontros já competitivos feitos durante a pré-época, incluindo os dois testes com o Liceo da Corunha e a participação na Elite Cup com uma derrota frente à Oliveirense e dois triunfos com Sp. Tomar e Benfica, os leões entravam em campo com Toni Pérez logo de início e a surpresa Alessandro Verona, além dos habituais Ângelo Girão, Gonzalo Romero e Matías Platero. Apesar de terem mais bola e o controlo do jogo, os comandados de Paulo Freitas iam tendo dificuldades em criar oportunidades junto da baliza de Marti Serra perante um conjunto espanhol que apostava nas transições rápidas por Jepi Selva.

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A dez minutos do intervalo, e perante alguma monotonia que começava a marcar a partida, o técnico verde e branco parou o encontro para pedir mais calma à equipa para fazer o que estava antes delineado no plano estratégico sobretudo em termos ofensivos e o resultado foi quase imediato, com João Almeida a ter a melhor estreia oficial pelo Sporting com o primeiro golo após assistência de Henrique Magalhães (17′) antes de ver um cartão azul (19′) com um penálti pelo meio falhado por Toni Pérez. Girão defendeu o livre direto de Jepi Selva, travou a seguir um penálti de Andreu Tomás e os leões aguentaram em under play o avanço mínimo chegando ao intervalo numa situação vantajosa para fazer o seu jogo.

Em vantagem, o Sporting assumiu o controlo, marcou os momentos e chegou de forma natural ao 2-0, numa grande jogada coletiva concluída por Romero (30′) antes de Girão voltar a fechar a baliza naquilo que poderia ter sido um novo fôlego para o Lleida. Os leões tinham consolidado a sua zona de conforto num encontro onde mostraram desde início que eram mais fortes individual e coletivamente, aproveitando a partir daí a subida de linhas dos espanhóis para chegar com perigo em transições à baliza de Marti Serra. Nem mesmo com uma nova situação de under play por azul a Henrique Magalhães o Lleida conseguiu reduzir, naquele que ficou como um dos momentos decisivos até ao triunfo verde e branco antes de Girão defender mais um penálti e João Souto fazer o 3-0 em lágrimas, apontando para o céu no dia em que soube do falecimento da avó (47′) no momento de maior emoção antes do 3-1 final por Andreu Tomás.