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O Produto Interno Bruto encolheu 8,4% em 2020, em termos reais, o que representa a maior contração da atividade económica desde pelo menos 1995, quando se iniciou a atual série estatística, indicou o Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Os dados ainda provisórios para o ano de 2020 representam um agravamento da queda do produto de 1,3% em valor e 0,8% em volume face à estimativa inicial do INE.

“A revisão dos valores referentes a 2020 foi fundamentalmente determinada pela ainda maior contração que a inicialmente estimada das atividades de alojamento e restauração e transporte e armazenagem. Esta revisão traduziu sobretudo a incorporação dos resultados da Informação Empresarial Simplificada referente a 2020 entretanto disponibilizada.”

A diminuição provocada pela pandemia levou ainda a uma queda do rendimento bruto de 5,7% e a um aumento forte das poupanças das famílias de 12,8%.

Os dados agora conhecidos corrigem ainda em alta de 0,2% o valor do PIB alcançado em 2019 que subiu afinal 2,7%. Ainda com dados provisórios, o INE estima que a queda do produto em valor tenha sido de 14 mil milhões de euros, recuando ara 200.088 milhões de euros, ao nível do registado em 2017.

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O maior contributo para esta queda acentuada da economia veio das exportações, que levaram o Produto a cair 5,4%. Outro fator determinante foi o consumo das famílias que fez cair o PIB em 2,6%. As exportações afundaram 18,6%, com destaque para a contração verificada nos serviços de 34%, devido às crises no turismo e no transporte aéreo. O investimento encolheu 6,7%.

O emprego medido em número de pessoas empregadas recuou 1,9% em 2020 depois de um crescimento de 0,8% em 2019, o que sublinha o INE reflete o impacto das medidas de apoio à manutenção do emprego, como o layoff simplificado. Mas o número de horas trabalhadas sofreu uma redução significativa de 9,3%. A remuneração média quase estagnou depois de ter crescido 6% em 2019.