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A incapacidade dos fornecedores de chips de assegurarem as pequenas peças em quantidade suficiente para satisfazer as necessidades da indústria automóvel continua a provocar atrasos na produção e prejuízos. Isto mesmo foi confirmado à publicação alemã Frankfurt Allgemeine Zeitung pelo CEO da Daimler, Ola Källenius, a que a Reuters deu eco.

Diz Källenius que “a Mercedes tem um enorme volume de encomendas, mas as limitações na produção são imensas”, para depois confessar que, “para alguns modelos, os atrasos no prazo de entrega podem ser superiores ao que gostaríamos, em alguns casos mais de um ano”.

Os veículos mais dependentes dos chips são tradicionalmente os mais complexos, com mais equipamento e tipicamente os mais caros, o que provocará um rombo maior nas contas da marca. Como se isto não bastasse, os veículos eléctricos, que a Mercedes está a lançar a bom ritmo, figurarão potencialmente entre os mais lesados por estes atrasos, uma vez que serão também os que recorrem a chips mais sofisticados.

Ola Källenius já tinha previsto, no início de Setembro, que a crise dos chips se iria prolongar durante 2023. Isto ao contrário de outros fabricantes mais optimistas, que esperam ver a falta de semicondutores ultrapassada durante 2022.

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