A Repsol e a EDP anunciaram esta quinta-feira um acordo para a avaliar oportunidades de investimento em projetos de hidrogénio renovável em Portugal e em Espanha.

“O memorando de entendimento, assinado esta semana pelos CEO [presidentes executivos] das duas empresas, Josu Jon Imaz [Repsol] e Miguel Stilwell d’Andrade [EDP], na Embaixada de Espanha, em Lisboa, marca o início das conversações entre as duas partes para implementar projetos de energias renováveis na Península Ibérica“, anunciaram as duas empresas, em comunicado.

O objetivo, detalharam, prende-se com “avaliar oportunidades de investimento” em projetos de hidrogénio verde, estando já identificadas as primeiras localizações: Sines (Portugal), Astúrias e País Basco (Espanha).

Em Sines onde a central a carvão da EDP está a ser desmantelada, a Repsol vai desenvolver um projeto de 657 milhões de euros para a construção de duas novas fábricas de materiais poliméricos de alto valor acrescentado, 100% recicláveis, para as indústrias automóvel, farmacêutica ou alimentar.

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“Estabelecemos uma parceria com a Repsol, para sermos fornecedores de hidrogénio verde”, explicou, por sua vez, esta quinta-feira Miguel Stilwell d’Andrade, durante a iniciativa ESG Days (ambiente, social e governança empresarial).

O CEO da EDP explicou que, além do projeto em consórcio de 1.500 milhões de euros de investimento para produzir hidrogénio verde em Sines (H2 Sines), e para o qual estão já garantidos 30 milhões provenientes de fundos europeus, a ideia é também iniciar estudos para analisar a possibilidade de fornecer hidrogénio renovável à Repsol.

Em Portugal, o plano passa por explorar a produção de hidrogénio renovável em Sines, tirando partido da complementaridade entre as operações da Repsol no local, através do seu complexo industrial, como potencial utilizador de gás renovável, e o papel da EDP enquanto fornecedor de energia”, explicaram as duas empresas, em comunicado.

Em Espanha, um dos dois projetos, liderado pela EDP, é o Aboño, que tem como objetivo criar um “Vale do Hidrogénio” nas Astúrias, enquanto a Repsol lidera o projeto no País Basco, também com um eletrolisador de grande escala, como parte do projeto “Corredor Basco de Hidrogénio”.

As duas empresas são também parceiras no projeto Windfloat Atlantic, o primeiro parque eólico offshore flutuante da Europa continental, localizado ao largo da costa de Viana do Castelo.