Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O Governo francês pondera avançar com vales de desconto para ajudar as famílias com baixos rendimentos a conseguir lidar com a subida dos preços dos combustíveis. A novidade foi avançada esta segunda-feira pelo ministro das Finanças, Bruno Le Maire, que disse preferir distribuir vouchers do que “reduzir os impostos”.

Numa entrevista à rádio Europe 1 citada pela France 24, o ministro justificou que uma redução de impostos teria um elevado custo para as finanças públicas e que iria contra a estratégia do Governo de não incentivar o uso de combustíveis fósseis. Além disso, defendeu que baixar as taxas seria “injusto”, uma vez que beneficiaria quer aqueles que tem “um todo o terreno 4×4”, quer quem apenas tem um “[Renault] Clio”.

Crise nos combustíveis: “Vamos esperar que isto não seja para durar para além de seis meses”

No entanto, esta solução não agrada a todos os setores da sociedade civil. Num comunicado publicado esta segunda-feira e divulgado pelo Le Figaro, a associação 40 milhões de automobilistas exigiu uma descida dos preços dos combustíveis, defendendo uma redução do IVA dos 20 para os 5,5%, uma vez que os combustíveis são “produtos essenciais dos quais os automobilistas não podem prescindir”. “Uma diminuição do IVA permitiria reduzir 18 a 20 cêntimos por cada litro no preço da gasolina.”

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

O governo francês está sob pressão para baixar os custos relacionados com os combustíveis e durante este fim de semana alguns manifestantes, pertencentes ao movimento coletes amarelos, já saíram à rua em protestos contra o aumento de preços.

Em França, a gasolina custa em média 1,63 euros, enquanto o preço do gasóleo situa-se nos 1,56 euros.

Gasolina e gasóleo voltam a aumentar um cêntimo e meio por litro