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A Lamborghini continua o seu percurso de crescimento dentro do Grupo Volkswagen. De Janeiro a Setembro deste ano, num período em que a generalidade dos construtores vê a pandemia e a falta de chips limitarem-lhes a procura por novos veículos, a marca italiana comercializou 6902 unidades. Isto representa um incremento de 23% face ao período homólogo de 2020.

Tão importante quanto o crescimento registado, para mais num período particularmente difícil, é o facto de as vendas terem sido alcançadas sem o recurso a veículos novos, ainda que os exuberantes Urus, Aventador e Huracán figurem entre os melhores das respectivas categorias. A Lamborghini também não pôde contar com modelos eléctricos ou fortemente electrificados, que desempenham um peso crescente na maioria das marcas do grupo alemão e de que até a sua rival Ferrari já usufrui.

Há um segundo atestado de competência em relação ao volume de vendas atingido pela Lamborghini em 2021, que além de crescer os já mencionados 23% face a 2020, ano muito atacado pela pandemia, melhorou igualmente 6% face a 2019, período em que a Covid 19 foi menos grave, para uma marca que trabalha com entregas de veículos encomendados muitos meses antes.

O Urus foi o modelo mais vendido, tendo colocado no mercado 4085 unidades, mas todas elas com 650 cv, pelo que dificilmente poderemos acusar este SUV, efectivamente mais pesado e volumoso, de não ter características vincadamente desportivas. O Huracán foi o segundo mais popular entre os clientes da marca, com 2136 unidades (mais 28% do que em 2020), seguido do Aventador, com 681 veículos. A marca está a preparar-se para bater em 2021 mais um recorde de vendas.

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