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Jogar recuado, pensar pequeno e dar uns balões para a frente à procura do erro: a fórmula para o United empatar fora com o Chelsea

Carrick montou uma equipa para não perder mas arriscou-se a ganhar em Stamford Bridge, onde Ronaldo entrou a 25 minutos do final para ver Chelsea carregar sobre o United sem desfazer o empate (1-1).

Ronaldo foi a grande surpresa ao começar no banco frente ao Chelsea, entrando a 25 minutos do final sem aparecer no jogo
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Ronaldo foi a grande surpresa ao começar no banco frente ao Chelsea, entrando a 25 minutos do final sem aparecer no jogo

Getty Images

Ronaldo foi a grande surpresa ao começar no banco frente ao Chelsea, entrando a 25 minutos do final sem aparecer no jogo

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A vitória do Manchester United em Espanha frente ao Villarreal, que carimbou a passagem da equipa aos oitavos da Liga dos Campeões (e confirmou um dos primeiros objetivos para a temporada), ficou resumida a um antes e depois Bruno Fernandes, que saiu do banco e agarrou numa equipa curta, dominada e sem capacidade para chegar à frente para se tornar grande, dominadora e com capacidade para marcar golos. Michael Carrick não poderia ter melhor estreia olhando apenas para o resultado mas cedo se percebeu que a opção de deixar o médio português e Rashford no banco não tinha sido a melhor. Ainda assim, nem essa espécie de “aviso” deixou que o técnico interino seguisse a sua ideia, como se viu em Londres.

Este Ronaldo ainda é de se tirar o chapéu mas esta equipa precisa de mais para fugir da tempestade (a crónica do Villarreal-United)

Na antecâmara da mais do que provável chegada do alemão Ralf Rangnick para agarrar a equipa, dar uma outra estabilidade e segurar o barco até chegar o treinador que iniciará o novo ciclo depois da saída de Ole Gunnar Solskjaer, o técnico olhou para a vertente física, pensou ainda no lado estratégico e decidiu deixar Ronaldo no banco frente ao Chelsea, naquela que foi a maior surpresa nas opções iniciais. Em paralelo, e apenas pela segunda vez em 194 partidas a contar para todas as competições desde 2018/19, lançou no meio-campo em simultâneo Matic, McTominay e Fred, deixando no ataque Rashford, Jadon Sancho e Bruno Fernandes mais solto. Um conjunto de tração atrás no jogo em que tinha de ir à frente.

Os miúdos mostraram que a Signora caiu de Vecchia (a crónica da goleada do Chelsea à Juventus)

No seguimento de uma série de resultados que levou depois à saída do norueguês, o Manchester United chegava a Stamford Bridge numa série de apenas uma vitória e cinco derrotas em sete jogos na Premier League, o que colocava a equipa já a 12 pontos do campeão europeu e líder da prova. Uma derrota, que iria ser a terceira consecutiva, aumentava o fosso para uma distância de 15 que começava a ser em definitivo impossível de recuperar (mais os 12 de Manchester City e os 11 do Liverpool, nesse cenário). No entanto, a grande preocupação de Carrick passava sobretudo por controlar as ações ofensivas dos blues, sem grande atenção à capacidade de colocar também o adversário em sentido lá atrás. Chegou para o empate.

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Em apenas quatro minutos, o Chelsea deixou logo duas sérias ameaças à baliza contrária, com Ziyech a atirar fraco após jogada de Hudson-Odoi (3′) e o mesmo Hudson-Odoi, após uma abordagem demasiado macia de Lindelöf, ganhar espaço na área para rematar e obrigar David de Gea à primeira grande defesa da tarde (4′). O domínio ofensivo dos visitados poderia ser maior ou menor mas nunca o Manchester United conseguiu contrariar essa tendência perante a incapacidade de sair em transições, contando com a ajuda da trave (Rüdiger aos 31′, num tiro de longe que surpreendeu tudo e todos) e do número 1 espanhol (Reece James aos 45′, num livre lateral que não sofreu desvios e quando ia enganando David de Gea) para segurar o nulo até ao intervalo quando o Chelsea merecia bem mais pelo domínio completo do jogo.

A segunda parte parecia trazer o mesmo filme visto nos 45 minutos iniciais mas bastou apenas um erro e uma oportunidade para tudo mudar: Bruno Fernandes fez um balão para a frente a tirar a bola da zona de perigo, Jorginho tentou parar (mal) de primeira, Jadon Sancho ficou isolado com 30 metros para correr e não perdoou perante Mendy (49′). O Manchester United passava a ter a vantagem do seu lado e percebia que podia jogar também com o balanceamento ofensivo do adversário em busca do empate, o que dava mais espaços para explorar a profundidade que levaram à aposta em Ronaldo 25 minutos do final quando o único sinal de vida do Chelsea tinha sido um remate ao lado de Timo Werner após um canto.

[Clique nas imagens para ver os golos do Chelsea-Manchester United em vídeo]

As características que o jogo levava tão depressa poderiam levar a um empate pela pressão do Chelsea como a um hipotético 2-0 do Manchester United pelos espaços que se iam abrindo mas uma imprudência de Wan-Bissaka, a cometer um penálti sobre Thiago Silva na sequência de uma bola parada, permitiu a Jorginho corrigir o erro do primeiro golo e fazer o 1-1 (69′). A partida voltava a conhecer um sentido único com Tuchel a lançar Pulisic, Mason Mount e Lukaku para o ataque final mas, com momentos de alguma atrapalhação à mistura e uma chance soberana para Fred contrariar a lógica após um erro de Mendy, o empate não voltou a ser desfeito, numa espécie de mal menor para uns curtinhos red devils.

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