No fim de semana de arranque da oitava temporada da Fórmula E, a ideia de que a enorme competitividade iria manter-se e até agravar-se era praticamente certa. Com mudanças no sistema de qualificação que suprimiram a desvantagem dos pilotos mais rápidos, com o último dos monolugares Gen2 antes da entrada em vigor dos Gen3 e com a despedida da Mercedes, a nova época do Mundial de carros elétricos tinha todas as possibilidades em aberto. E o primeiro a dizê-lo era António Félix da Costa.

“O de Vries, o Vandoorne, o Evans, o Bird, Frijns, Wehrlein, Mortara e até o próprio Giovinazzi, acabado de chegar da Fórmula 1. Todos estes e outros mais podem lutar pelas vitórias. O interessante da Fórmula E é mesmo haver várias equipas e pilotos capazes de lutar pelos lugares da frente (…) O meu objetivo é sempre o mesmo, entrar para ganhar. Só sei estar no desporto desta forma e com esta mentalidade. No entanto, há que respeitar e muito a concorrência e obviamente que na Fórmula E, sendo um dos campeonatos mais competitivos do mundo, há que ter noção que estão aqui grandes marcas e grandes equipas e vários dos melhores pilotos do mundo. Ainda assim, penso que fizemos bem o trabalho de casa e estamos preparados para a época que aí vem”, explicou o piloto português ao jornal Expresso.

Esta sexta-feira, o Mundial de Fórmula E arrancou uma temporada que será a mais longa de sempre, com 16 corridas incluindo vários double-headers, fins de semana com duas provas na mesma cidade em dias consecutivos, e a estreia dos circuitos de Jacarta, Seul e Vancouver. O primeiro Grande Prémio do ano era precisamente um double-header, com o circuito de Diriyah, na Arábia Saudita, a receber as duas corridas inaugurais de 2022 de forma seguida. António Félix da Costa, campeão do mundo em 2020 e oitavo no ano passado, foi forçado a abandonar na sequência de uma colisão logo na primeira volta desta sexta-feira depois de ter saído do 16.º lugar da grelha e viu Nick de Vries, campeão em título, agarrar a primeira vitória da temporada.

Este sábado, novamente em Diriyah, o piloto português da DS Techeetah arrancou na sétima posição do grid. Numa corrida muito disputada em que o vencedor esteve em aberto até aos últimos instantes, acabou por ser o safety-car que entrou na sequência de um incidente com Alexander Sims a decidir o veredito final: Edoardo Mortara, da Rokit, venceu a segunda corrida do Mundial e saltou para a liderança da classificação geral, seguido de Robin Frijns e do colega Lucas di Grassi. António Félix da Costa não foi além do 13.º lugar, enquanto que o campeão Nick de Vries ficou na 10.ª posição.