O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, voltou a criticar esta quarta-feira a estatal petrolífera Petrobras e a política de paridade internacional usada pela empresa para determinar o preço dos combustíveis no país, que foram reajustados na semana passada.

Tenho minhas críticas à Petrobras também. Não é aquilo que eu gostaria, não“, disse Bolsonaro para apoiantes ao sair do Palácio da Alvorada, em Brasília. “Eu não mando na Petrobras, não tenho ingerência sobre ela, mas o que a gente puder fazer, a gente faz”, acrescentou.

Na passada quinta-feira, a Petrobras anunciou um aumento de 18,77% na gasolina, de 24,9% sobre o gasóleo e 16,1% sobre o gás de cozinha, após quase dois meses sem elevar os preços.

Estes reajustes foram duramente criticados por Bolsonaro, membros do Governo, políticos da sua base, que temem um reflexo negativo na imagem do governante meses antes do Presidente disputar a reeleição, em outubro próximo.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A Petrobras é uma empresa controlada pelo Governo brasileiro, porém, o seu capital é misto e tem ações negociadas nas bolsas de valores de São Paulo, Madrid e Nova Iorque.

Desde 2017, a Petrobras segue uma política de paridade internacional para determinar os preços que cobrará pelos combustíveis e o gás natural no país, ou seja, mantém os seus reajustes em linha com os valores internacionais embora o Brasil seja um grande produtor destas commodities.

Com a guerra na Ucrânia e a constante desvalorização da moeda brasileira face ao dólar, a política de paridade internacional da Petrobras está a provocar um aumento constante nos preços dos combustíveis e isto já traz reflexos negativos na inflação medida no país.

Na terça-feira, Bolsonaro chegou a referir-se à Petrobras ao dizer que “com toda a certeza” a empresa vai reduzir seus preços diante da queda da cotação do petróleo nos mercados globais registada nos últimos dias.

Neste mesmo dia, o Presidente brasileiro disse à TV Ponta Negra, do Rio Grande do Norte, que “é impagável o preço dos combustíveis no Brasil”.

Jair Bolsonaro também afirmou que “lamentavelmente a Petrobras não colabora com nada”.