O Ministério Público anunciou esta quarta-feira que deduziu acusação contra um arguido por 22 crimes de recurso à prostituição de menores agravada e cinco de aliciamento de menores para fins sexuais.

Fonte ligada ao processo disse à agência Lusa que se trata do empresário alemão conhecido como o “rei dos aspiradores”, que estava a ser investigado pelo MP por alegadamente patrocinar orgias com mulheres menores de idade, na sua moradia de luxo em Cascais.

Numa informação publicada quarta-feira na sua página na internet, a Procuradoria-Geral Regional de Lisboa (PGDL) refere que o MP deduziu acusação contra um arguido pela prática de 22 crimes de recurso à prostituição de menores agravados e de cinco crimes de aliciamento de menores para fins sexuais”, sem divulgar nomes.

De acordo com a acusação, citada pela PGDL, “o arguido, aproveitando-se do estatuto socioeconómico elevado que detinha, aliciava jovens com idade inferior a 18 anos para consigo manterem relações sexuais a troco de quantias situadas entre os 200 e os 400 euros, que sabia serem atrativas para a sua faixa etária e para os recursos económicos que possuíam”.

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“Para poder usufruir dessas práticas com jovens que não conhecia, oferecia as quantias monetárias avultadas não só à menor que lhe apresentasse uma nova jovem, mas também à menor com a qual aquela se fizesse acompanhar”, adianta a PGDL.

A acusação adianta que os factos ocorreram nos últimos meses de 2018 e no decurso do ano de 2019, num estabelecimento hoteleiro em Lisboa e na habitação do arguido em Cascais.

A investigação foi dirigida pelo DIAP de Lisboa, com a coadjuvação da Polícia Judiciária.