Uma notícia publicada ao final da tarde desta terça-feira pela Sky News avançava que a família Glazer, proprietária do Manchester United há 17 anos, se preparava para pôr o clube à venda. Agora, um comunicado de imprensa emitido pelo próprio clube veio confirmar que a possibilidade de venda está em cima da mesa.

A venda poderá ser total ou parcial, mas também está a ser considerada a possibilidade de iniciar uma parceria com novos investidores. O objetivo, segundo o comunicado, passará por desenvolver as infraestruturas do estádio e expandir as operações comerciais do Manchester United a uma escala global.

“Enquanto procura continuar a construção da história de sucesso do clube, o conselho de direção autorizou uma avaliação minuciosa de alternativas estratégicas”, pode ler-se no comunicado. “Avaliamos todas as opções para assegurarmos que servimos da melhor forma os nossos fãs e que o Manchester United maximiza as oportunidades significativas de crescimento que estão disponíveis ao clube hoje e no futuro.”

Segundo o comunicado, não serão feitos mais anúncios até que seja fechada alguma transação específica. A firma de investimento norte-americana Raine Group — a mesma que moderou a venda do Chelsea em maio deste ano — está a atuar como conselheira financeira do clube inglês.

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“Não existem garantias de que este processo de revisão resulte em qualquer transição envolvendo a empresa”, declara ainda o clube em comunicado.

Ao longo dos anos, os adeptos do United manifestaram o seu desagrado em relação aos atuais proprietários, que se agravaram à medida que os títulos foram sendo cada vez menos. O clube não vence um campeonato desde 2013 e os últimos troféus que conquistou foram na Liga Europa e na Taça da Liga Inglesa, em 2017.

A notícia chega no mesmo dia em que Cristiano Ronaldo confirmou a sua saída do clube por mútuo acordo, cerca de uma semana depois de ter sido transmitida a polémica entrevista do jogador português a Piers Morgan.

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Os Glazers compraram o Manchester United por cerca de 911 milhões de euros em 2005. Em 2012, venderam 10% do seu capital em ações e continuaram a vender capital desta forma ao longo dos anos.

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