Olá

834kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

As imagens do segundo altar-palco da JMJ. Projeto está a ser redesenhado depois de recusas da CML

Este artigo tem mais de 1 ano

Palco do Parque Eduardo VII ainda não foi adjudicado. Projeto inicial foi proposto pelo comité organizador da Igreja, mas desenho ainda não está fechado depois de recusas da CML.

A imagem, a que o Observador teve acesso, mostra o projeto do segundo altar-palco da JMJ e foi a que motivou a manifestação de reservas por parte do Presidente da República.
i

A imagem, a que o Observador teve acesso, mostra o projeto do segundo altar-palco da JMJ e foi a que motivou a manifestação de reservas por parte do Presidente da República.

A imagem, a que o Observador teve acesso, mostra o projeto do segundo altar-palco da JMJ e foi a que motivou a manifestação de reservas por parte do Presidente da República.

Uma longa escadaria, vários metros de altura e um cenário composto por um conjunto de torres brancas: é este o projeto que, até agora, tem estado em cima da mesa para o segundo palco da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa (JMJ 2023), que foi desenhado para ser instalado no Parque Eduardo VII para a realização de três celebrações, incluindo duas com o Papa, durante a semana do evento. Este segundo palco, para eventos com menos participantes, poderia custar entre 1,5 e dois milhões de euros, mas a CML ainda não chegou a um desenho final.

Como mostram duas imagens da maquete do projeto, a que o Observador teve acesso, o segundo altar-palco foi concebido para ser colocado no topo do Parque Eduardo VII, onde vão decorrer três grandes eventos: a missa de abertura da JMJ, com o cardeal patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente (com a presença de 200 mil pessoas); a cerimónia de acolhimento ao Papa Francisco (com 400 a 500 mil pessoas); e a Via-Sacra com o Papa (com 700 mil pessoas).

Este é o projeto que tem foi colocado em cima da mesa, mas a sua construção ainda não está em marcha e o processo poderá mesmo sofrer um revés após a controvérsia gerada esta semana pela divulgação do valor do altar-palco principal do evento, que será instalado no Parque Tejo-Trancão e deverá custar 4,2 milhões de euros.

De acordo com fonte da autarquia, o desenho foi proposto pelo Comité Organizador Local (Igreja Católica) à CML, mas a Câmara recusou o projeto várias vezes, estando ainda a ser redesenhado. Mas foi este o desenho que foi conhecido pelo Presidente da República e que motivou algumas das declarações feitas nos últimos dias.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

O projeto para o altar-palco do Parque Eduardo VII

A instalação de um segundo altar-palco no Parque Eduardo VII foi confirmada na quarta-feira desta semana pelo vice-presidente da Câmara de Lisboa, Filipe Anacoreta Correia, que anunciou também que haverá palcos para eventos culturais durante a semana da JMJ no Terreiro do Paço, na Alameda Dom Afonso Henriques e no Parque da Bela Vista.

Anacoreta Correia revelou também que a Câmara Municipal prevê gastar até 13,5 milhões de euros com estes quatro recintos, sendo a maior fatia investida no palco do Parque Eduardo VII — mas o autarca não especificou o custo deste altar em específico.

Um investimento para o futuro e o “maior evento da história do país”. As explicações da Câmara de Lisboa sobre as obras da JMJ 2023

Contudo, Anacoreta Correia revelou que a construção deste altar será adjudicada na sequência de um concurso público internacional, que ainda não foi lançado, uma vez que o projeto ainda se encontrava, esta semana, a ser terminado. Segundo apurou o Observador, ainda esta quinta-feira à noite houve uma reunião na CML sobre este assunto e sem chegar a uma conclusão sobre o desenho final deste palco.

Na segunda-feira, o Observador noticiou que o altar-palco do Parque Tejo-Trancão tinha sido adjudicado à Mota-Engil por 4,2 milhões de euros. A revelação desencadeou um controverso debate político durante toda esta semana: a Câmara de Lisboa disse estar apenas a cumprir os requisitos da Igreja, mas o bispo D. Américo Aguiar, organizador do evento, disse ter ficado “magoado” quando soube, através do Observador, do preço do palco.

Altar-palco onde o Papa Francisco vai celebrar missa final da Jornada da Juventude vai custar 4,2 milhões de euros

Além disso, D. Américo Aguiar assumiu que a Igreja errou ao não acompanhar devidamente o processo de concurso e contratação da empreitada necessária para o primeiro palco — e prometeu que iria fazer diferente nos próximos projetos, a começar já pelo palco do Parque Eduardo VII. “Cometer erros novos é humano, repetir erros é burrice”, disse, taxativamente.

Já esta sexta-feira, o bispo reiterou que “o que não devia ter acontecido aconteceu” e prometeu: “Em todos estes processos de dimensão mais significativos, a Fundação JMJ vai pedir para acompanhar de fio a pavio, de modo a que não se repita nem surpresa de valores nem incómodos que eu compreendo na totalidade.”

Uma fiscalização mais apertada por parte da Igreja Católica poderá fazer recuar o projeto atualmente em cima da mesa para o palco do Parque Eduardo VII.

JMJ. Igreja assume “mágoa” com palco de 4,2 milhões, quer tentar baixar os custos e promete seguir de perto próximas obras

Mas o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também já se terá envolvido nos apelos à moderação do investimento neste segundo palco, que ainda vai a tempo de ser revertido. De acordo com o que noticiou o jornal Expresso na quinta-feira, o Presidente da República foi apanhado de surpresa pela notícia dos 4,2 milhões de euros — e, além de ter aconselhado Carlos Moedas a tentar baixar o preço daquele primeiro palco, também terá insistido para que os custos com este segundo palco (que será totalmente desmontado no final) sejam moderados.

De acordo com o Expresso, o projeto para o palco no Parque Eduardo VII implicará um custo entre 1,5 e dois milhões de euros — mas Marcelo Rebelo de Sousa quer convencer as várias partes envolvidas na organização, incluindo a Igreja Católica e a Câmara de Lisboa, a construir uma versão mais comedida do altar, que não ultrapasse um valor em torno dos 200 mil euros.

Marcelo terá mesmo pedido à câmara e à Igreja que troquem o projeto atual por um “altarzinho”. Antes, o Presidente da República já tinha pedido à organização da JMJ que organizasse um evento que “corresponda ao pensamento do Papa que se caracteriza por uma visão simples, pobre, não triunfalista”.

Marcelo sugere que altar-palco deve ser mais comedido. “Papa é contrário ao que é espaventoso”

“Seria muito estranho um Papa que quer dar imagem de pobreza austeridade e contra o espavento viesse a não ter um acolhimento correspondente ao que é o seu pensamento”, disse ainda o Presidente.

Sem o pedir diretamente, Marcelo pressionou dizendo que é isso que “a sociedade espera” e disse esperar que “a solução encontrada no final” consiga “tentar tirar proveito do que é interesse nacional e respeitar o período em que nos encontramos e a própria maneira de ser do Papa que é contrário ao que é espaventoso”.

Em 2010, quando o Papa Bento XVI visitou Lisboa, celebrou uma missa no Terreiro do Paço num altar-palco provisório cuja construção custou cerca de 300 mil euros.

Artigo atualizado às 22h15 com informações adicionais facultadas pela Câmara de Lisboa ao Observador

 
Assine o Observador a partir de 0,18€/ dia

Não é só para chegar ao fim deste artigo:

  • Leitura sem limites, em qualquer dispositivo
  • Menos publicidade
  • Desconto na Academia Observador
  • Desconto na revista best-of
  • Newsletter exclusiva
  • Conversas com jornalistas exclusivas
  • Oferta de artigos
  • Participação nos comentários

Apoie agora o jornalismo independente

Ver planos

Oferta limitada

Já é assinante?
Apoio a cliente

Para continuar a ler assine o Observador
Assine o Observador a partir de 0,18€/ dia
Ver planos

Oferta limitada

Já é assinante?
Apoio a cliente

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Ofereça artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.

Apoie o jornalismo. Leia sem limites. Apoie o jornalismo. Leia sem limites.
Desde 0,18€/dia
Apoie o jornalismo. Leia sem limites.
Apoie o jornalismo. Leia sem limites. Desde 0,18€/dia
Em tempos de incerteza e mudanças rápidas, é essencial estar bem informado. Não deixe que as notícias passem ao seu lado – assine agora e tenha acesso ilimitado às histórias que moldam o nosso País.
Ver ofertas