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“A cooperação vai continuar hoje”. O mote foi dado por Volodymyr Zelensky ao início da manhã desta segunda-feira, à partida para uma visita-surpresa ao Reino Unido, onde se encontrou com o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak.
Welcome back, @ZelenskyyUa ???????????????? pic.twitter.com/ph57ZoUHpC
— Rishi Sunak (@RishiSunak) May 15, 2023
A estadia durou poucas horas (ao meio-dia o Presidente ucranino já estava a abandonar o país de helicóptero), mas nem por isso foi menos importante. Ao lado do chefe de Governo britânico – que o comparou a Winston Churchill – Zelensky agradeceu a promessa do Reino Unido de fornecer mísseis a Kiev, e voltou a insistir no envio de aviões de combate F-16. Sunak, por seu turno, descreveu o tema como “complexo”, mas não fechou em definitivo a porta ao envio dos caças, admitindo que Londres pode ter “um grande papel” a desempenhar.
Em Moscovo, as notícias vindas de Chequers foram menos bem recebidas. Reagindo ao envio de armas britânicas à Ucrânia, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, salientou que a decisão vai causar “ainda mais destruição”.
Veja aqui um resumo dos outros temas que marcam o 436.º dia da invasão:
O que se passou durante a noite?
- A França disse estar disposta a treinar pilotos ucranianos em solo francês, de acordo com o Presidente francês, Emmanuel Macron;
- O ministro do Interior separatista russo em Lugansk foi ferido após uma explosão no centro da cidade. O aparente ataque feriu ainda cinco pessoas, três das quais em estado grave;
- O Pentágono anunciou a chegada de 31 tanques Abrams dos EUA na base do exército norte-americano em Grafenwoehr, na Alemanha. As unidades destinam-se a treinar soldados ucranianos;
- Olaf Scholz considerou hoje que países como a Índia, o Vietname e a África do Sul, que se recusam a criticar abertamente a Rússia, fazem-no por acreditarem que há um desnível na balança do poder internacional;
- O mais importante general do exército russo e o seu homólogo sul-africano discutiram hoje a “cooperação militar” durante uma reunião em Moscovo, anunciou o Ministério da Defesa russo;
- A Igreja Ortodoxa Russa anunciou esta segunda-feira que o Presidente Vladimir Putin doou por decreto uma das obras mais famosas da arte russa, ‘A Trindade’ de Andrei Rublev, o mais recente sinal da crescente influência do clero na Rússia.
O que se passou durante a tarde?
- O líder do grupo Wagner negou a notícia do Washington Post que revelou que teria oferecido informações à Ucrânia sobre o posicionamento das forças russas em troca de uma retirada ucraniana de Bakhmut;
- Soube-se durante a tarde desta segunda-feira que o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, vai visitar Portugal na próxima quinta-feira;
- A Presidente da Comissão Europeia deixou claro que o próximo pacote de sanções contra a Rússia poderá vir a estender-se a países terceiros que estejam a ajudar Moscovo a contornar as regras;
- O parlamento suíço prepara-se para alterar as leis do país para facilitar a exportação de armas e munições. O país pode, deste modo, transferir mais rapidamente armamento para a Ucrânia;
- Um responsável russo confirmou à Sky News que Alexandr Lukashenko tem estado doente, mas que não está “autorizado” a revelar pormenores sobre o seu estado de saúde. O Presidente bielorrusso foi visto em público pela primeira vez numa semana, apresentando-se debilitado numa reunião com responsáveis militares numa base da força aérea, onde acabou por confirmar que quatro aeronaves russas foram abatidas no fim-de-semana;
- A Rússia afirmou esta segunda-feira ter intercetado e abatido um míssil de longo alcance Storm Shadow no conflito na Ucrânia, poucos dias depois de Londres ter anunciado que estava a entregar este tipo de armamento às forças armadas de Kiev;
- A força aérea russa divulgou ainda ter intercetado esta segunda-feira dois aviões da NATO que se aproximavam da fronteira russa sobre o Mar Báltico, segundo um comunicado do Ministério da Defesa de Moscovo;
- Nas primeiras previsões económicas que abrangem a Ucrânia enquanto país candidato à União Europeia (UE), a Comissão Europeia indicou que a economia do país se tem revelado “resistente apesar da guerra”, antevendo “recuperação moderada” aquando da reconstrução em 2024;
- O braço europeu da Organização Mundial da Saúde decidiu fechar um dos seus escritórios em Moscovo e relocalizá-lo na Dinamarca.
O que se passou durante a manhã?
- Quatro pessoas morreram num ataque com um míssil russo que atingiu um hospital na cidade ucraniana de Avdiika, disse o governador regional, Pavlo Kyrylenko;
- Segundo a Reuters, os líderes do G7 estão a planear reforçar as sanções contra a Rússia na cimeira que têm marcada para esta semana, no Japão, tendo a energia e as exportações russas como alvo;
- Um representante chinês “de topo” vai começar esta segunda-feira uma viagem pela Ucrânia, Rússia e outras cidades europeias. O objetivo declarado de Pequim passa por discutir uma “solução política” para a guerra na Ucrânia;
- O Exército ucraniano revelou esta segunda-feira que o “avanço das tropas na zona de Bakhmut é o primeiro êxito da ofensiva”, visando a defesa da cidade que as forças russas tentam tomar desde o verão do ano passado;
- O líder do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, terá prometido que revelaria às forças ucranianas as posições das tropas russas, desde que a Ucrânia se retirasse da cidade de Bakhmut, onde os mercenários do grupo Wagner estão colocados. De acordo com o jornal Washington Post, a oferta terá sido feita em janeiro, e foi rejeitada pelas forças ucranianas.