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O grupo mercenário Wagner não está a recrutar atualmente, mas poderá voltar a fazê-lo no futuro. Esta é uma das declarações que a Reuters atribui a Yevgeny Prigozhin, o líder do grupo Wagner, citando uma mensagem de áudio partilhada no Grey Zone, um canal de Telegram ligado ao grupo.

Na mensagem é referido que o grupo está a tentar definir as suas próximas tarefas. Desde a rebelião contra Moscovo, no final de junho, que o futuro do grupo Wagner e também de Prigozhin é incerto. Nessa altura, uma coluna militar do grupo Wagner partiu rumo a Moscovo, mas parou a marcha a 200 quilómetros de distância da capital russa.

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Depois do motim, o Kremlin disse que os mercenários do grupo Wagner que não tivesse participado na ação poderiam passar para o exército russo, através da assinatura de contratos com o Ministério da Defesa da Rússia. Na mensagem de áudio, Prigozhin indica que “infelizmente” alguns dos membros do grupo decidiram passar para “outras estruturas de poder”, sem referir diretamente o Ministério. Ainda assim, transmite que algumas dessas pessoas estão a tentar “regressar” para o grupo.

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Neste momento, o grupo não tem mais necessidades de recrutamento, explica Prigozhin no áudio, afastando o cenário de mais ações para novos recrutas. “Desde que não tenhamos faltas de pessoal, não estamos a planear uma nova ação de recrutamento”, cita a Reuters.

Ainda assim, pede que os interessados continuem a acompanhar as atividades do grupo e que se mantenham “em contacto”. “Assim que a pátria tiver necessidade de criar um novo grupo que seja capaz de proteger os interesses do país, vamos certamente começar a recrutar.”

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O futuro do grupo Wagner — e também do seu líder — tem sido incerto desde a rebelião no final de junho, quando uma coluna militar do grupo mercenário desafiou o Kremlin, ficando a apenas 200 km de distância de Moscovo.