Amélie Oudéa-Castéra, a nova ministra da Educação francesa, está envolvida em polémica, depois de ter transferido os seus filhos da escola pública para uma instituição privada. Opinião pública pede a demissão da ministra.
O caso remonta ao ano de 2009, quando o filho mais velho de Oudéa-Castéra, na altura com três anos, foi transferido de uma escola pública para uma escolha privada. Quando confrontada publicamente com a decisão, a nova ministra disse que ela e o marido “não suportaram a frustração” de ver a quantidade de aulas que o filho perdia devido ao elevado nível de absentismo de professores não substituídos em sala de aula.
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Foi por essa razão que Oudéa-Castéra e o marido decidiram colocar os filhos na escola privada, conhecida por ser elitista e conservadora. De acordo com a ministra, esta decisão levou os filhos a receberem “os fundamentos básicos de uma boa educação”, a crescerem “em segurança, num ambiente zen” e a serem “felizes”.
Em algum momento, ficamos fartos, como centenas de milhares de famílias que optaram por procurar uma solução diferente”, afirmou a ministra, citada pelo Telegraph.
Estas declarações acabaram por não ser bem aceites pelos professores e pelos sindicatos. Para Guislaine David, do sindicato dos professores Snuipp-FSU, a ministra “já está a atacar as escolas públicas”, algo que considera ser “uma alucinação”. “Se os professores não foram substituídos, é porque milhares de empregos foram cortados”, completou.
Já Grégoire Ensel, presidente da associação de pais FCPE, descreveu os comentários como “desajeitados” e “impressionantes”. “Sim, as escolas estão em crise, mas acreditamos nas escolas públicas e optamos por mandar os nossos filhos para lá”, acrescentou Ensel ao Telegraph.
Dada as repercussões do caso, a ministra acabou por se desculpar publicamente e prometeu defender a escola pública. Porém, para a opinião pública não estão reunidas as condição que permitam a Amélie Oudéa-Castéra continuar no cargo. Estão inclusivamente marcados um protesto, para o dia 25 de janeiro, e uma greve nas escolas, para 1 de fevereiro.