Os protestos estudantis em França continuam com novas mobilizações em várias cidades. A União Estudantil estima que esta terça-feira 90% das universidades francesas estão fechadas ou bloqueadas. A história é diferente nas escolas secundárias, segundo o ministro da Educação, que afirma que é notória uma diminuição da mobilização. Segundo Edouard Geffray, cerca de 200 de um universo de 3.700 estão encerradas. “Há estabelecimentos que estão muito próximos das rotas dos protestos e que, por isso, estão fechados para evitar danos”, explicou em declarações à rádio France Inter.
Fontes da polícia citadas pelo Le Parisien revelam que esta terça-feira são esperadas entre 130.000 e 200.000 pessoas em protestos nas ruas do país. Na terça-feira passada, as autoridades contabilizavam pelo menos 266.000, enquanto os organizadores das manifestações falavam em 450.000 pessoas.
Ao início da manhã os estudantes começaram a bloquear as primeiras escolas na capital, colocando caixotes do lixo a tapar as entradas. Pelas 10h arrancavam duas mobilizações em Lyon e Nantes. Há dezenas marcadas ao longo do dia. Às 14h está prevista uma em Paris, a começar na Place d’Italie e até Les Invalides. Os jornais franceses dão conta de que também circulam nas redes sociais apelos para aderir a uma outra manifestação, esta não autorizada, e em direção à residência oficial do primeiro-ministro, em Matignon. “Não estão a ouvir-nos”, criticam os movimentos e as uniões estudantis.
O ensino superior também está a ser afetado. A universidade Paris-Panthéon-Assas foi uma das que anunciaram num email enviado aos estudantes que as aulas desta terça-feira serão online devido aos bloqueios. O Le Parisien escreve que confrontos com um grupo de extrema-direita provocaram um ferido junto à faculdade de direito.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, voltou esta terça-feira a pedir uma manifestação “pacífica e ordeira”, “com respeito pelas pessoas e pelas propriedades”. O apelo surge numa altura marcada por vários episódios de violência. Na segunda-feira, um aluno foi detido depois de disparar contra um diretor e uma professora. Para já, esta terça-feira, os únicos relatos são de caixotes do lixo incendiados em várias cidades. Em Arles foram detidos dois estudantes menores por suspeita de terem ateado fogos.
#ViolencesUrbaines | Des individus ont allumé un feu important sur le pont Pasteur et devant le lycée Zola. Les forces de sécurité intérieure se déploient pour sécuriser l'intervention des sapeurs-pompiers.
Les lycéens sont invités à s'éloigner des individus qui allument ces… pic.twitter.com/COBcppEH6F
— Préfète de Bretagne et d'Ille-et-Vilaine (@bretagnegouv) October 13, 2026
Esta terça-feira a ativista sueca Greta Thunberg juntou-se às manifestações. “Os jovens não estão a ser incluídos na conversa. O nosso futuro está a ser roubado”, sublinhou em declarações à AFP. Esta manhã esteve com alunos junto à escola secundária Paul Eluard, em Saint-Denis.
???? "Nous allons nous battre." La militante suédoise Greta Thunberg soutient la colère lycéenne en France et s'est rendue devant le lycée Paul-Éluard de Saint Denis ce mardi 13 octobre, jour de l'"acte 5" de la mobilisation lycéenne. pic.twitter.com/fVIlENwFq5
— M6 Info (@m6info) October 13, 2026
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]