O Ministério Público acusou 12 pessoas de injúria e tentativa de agressão contra o almirante Henrique Gouveia e Melo e o ex-presidente da Assembleia da República Eduardo Ferro Rodrigues, avança o Diário de Notícias. Segundo o despacho ao qual o jornal teve acesso, os atos foram praticados durante a pandemia.

O primeiro remonta à noite de 14 de agosto de 2021, quando, junto ao Centro de Vacinação para a Covid-19, em Odivelas, um grupo de manifestantes gritaram “assassino” e “genocida” contra Gouveia e Melo, enquanto empurravam o então coordenador a task force da vacinação contra o vírus.

Um segundo episódio teve lugar um mês depois quando, durante um almoço junto ao Parlamento, em Lisboa, Ferro Rodrigues foi acusado de ser “pedófilo” e “nojento”. Tal como aconteceu com Gouveia e Melo, o ex-presidente da Assembleia da República foi também alvo de “empurrões”.

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Na acusação, o Ministério Público considerou “liberdade de expressão” gritar “assassino” e “genocida” contra o almirante. Por outro lado, considerou que as ofensas contra Ferro Rodrigues atingiram “a honra, reputação e bom-nome”.

Três anos depois, a investigação da Unidade de Contraterrorismo da Polícia Judiciária identificou 12 “negacionistas”, agora acusados de crimes de ofensa à integridade física, na forma tentada e consumada, e injúria agravada.

A noite em que manifestantes cercaram o vice-almirante e um DJ foi a um centro de vacinação