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Sergei Yevsyukov é o mais recente alvo de ataques dirigidos a figuras ligadas ao governo russo em território ucraniano ocupado. A BBC, citando meios de comunicação ucranianos, avança que Yevsyukov foi morto esta segunda-feira num ataque à bomba cometido contra o seu veículo em Donetsk.

O homem, de 49 anos, morreu após uma explosão espoletada por um engenho colocado debaixo do seu SUV. Já a sua mulher terá perdido uma perna, encontrando-se internada em estado crítico. Um vídeo a circular nas redes sociais mostra os restos queimados do veículo e duas pessoas a receber assistência.

As autoridades russas confirmaram a ocorrência do ataque, afirmando ter aberto uma investigação criminal sobre o incidente, mas não confirmaram as identidades das vítimas.

Yevsyukov ficou conhecido por chefiar o campo prisional de Olenivka, na região de Donetsk, onde se encontravam prisioneiros de guerra ucranianos.

Conhecida pelos atos de violência e tortura aos prisioneiros, esta colónia prisional foi alvo de explosões em julho de 2022, que vitimaram 53 prisioneiros e deixaram outros 75 feridos. A Rússia e a Ucrânia trocaram acusações nesse verão quanto aos responsáveis pelo massacre, com Moscovo a apontar responsabilidade a um míssil ucraniano e Kiev a considerar que foi um ato de destruição deliberado por parte dos russos para  destruir provas de crimes de guerra cometidos no local.

Uma investigação da ONU ao caso, levada a cabo em 2023, rejeitou as alegações da Rússia da queda de um míssil ucraniano em Olenivka, sendo que as autoridades russas recusaram-se a conceder à missão da agência dos direitos humanos da ONU acesso ao local.

Este é mais um numa sequência de assassinatos a figuras ligadas ao regime russo ou aos pró-separatistas. Como recorda a BBC, em novembro, Valery Trankovsky, um oficial superior da Marinha russa acusado de crimes de guerra pela Ucrânia, foi morto na Crimeia, tendo a France-Presse confirmado junto dos serviços de segurança ucranianos que tal assassinato foi orquestrado por Kiev.

Antes, em outubro, um ataque à bomba matou um oficial russo na central nuclear de Zaporíjia, tendo a Ucrânia reivindicado também a autoria da sua morte.