O envio de envelopes com um pó suspeito para vários “órgãos de soberania” levou a Polícia de Segurança Pública a chamar o Regimento de Bombeiros Sapadores de Lisboa para analisarem o conteúdo recebido no ministério da Administração Interna, no ministério das Infraestruturas, na Presidência da República e na Assembleia da República. A conclusão chegou umas horas depois: o pó é de pudim e foi enviado para o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge.
A análise foi feita pelos Sapadores de Lisboa que numa avaliação inicial concluiu que o pó suspeito era apenas pó de pudim, não constituíndo risco para os funcionários que contactaram com os envelopes que foram enviados para os ministérios. O produto foi “recolhido” depois da análise preliminar e vai ainda ser enviado para o Instituto Ricardo Jorge para uma pericia mais minunciosa e conclusiva.
Durante a tarde, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP confirmou ao Observador ter sido chamado para despistar a presença de “envelopes com uma substância estranha”. O caso, disse também a PSP ao Observador, passou para a Polícia Judiciária.
A PSP, que garante a segurança do ministério da Administração Interna, chamou os Sapadores de Lisboa para analisarem o conteúdo dos envelopes, depois de ter sido alertada, “por diversas chamadas”, pelas 12h40. Ao que o Observador apurou, na Administração Interna, uma funcionária abriu o envelope e foi exposta ao conteúdo.
Em comunicado enviado às redações, a PJ confirmou que “foi ativada por comunicação efetuada pela Polícia de Segurança Pública a dar conta da deteção de várias cartas enviadas a órgãos de soberania, contendo no seu interior uma substância em pó”.
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Já no Campus XXI funcionam vários gabinetes ministeriais e a zona do ministério liderado por Miguel Pinto Luz chegou a estar vedada até à chegada das equipas que analisaram o conteúdo dos envelopes.
A PSP, que atuou no local “através do Centro de Inativação de Explosivos e Segurança em Subsolo da Unidade Especial de Polícia e do Comando Metropolitano de Lisboa”, garante em comunicado que “não houve danos materiais nem lesões pessoais a registar”.
A PJ está a investigar, em articulação com a PSP e GNR, “a origem dos vários subscritos enviados, com idêntica missiva e conteúdo”, para tentar “identificar a origem e autoria das cartas”, além da natureza da substância encontrada.