Nem sim nem não. Carlos Moedas não abre o jogo sobre o tema da recandidatura à Câmara Municipal de Lisboa. No programa Crossfire, da CNN Portugal, rejeitou definir prazos para tomar uma decisão, lembrando que “há que respeitar os tempos dos presidentes da Câmara”.
“Temos um mandato de quatro anos, ainda tenho muito pela frente para fazer. Não é o momento de estar aqui ‘sim, estou a refletir, sim, gosto de ser presidente da Câmara’, mas tenho muito trabalho para apresentar nos próximos meses”, declara.
Em relação às sondagens, que dão vantagem a Moedas em relação a Alexandra Leitão, a candidata do PS, o autarca em funções lembra que “nunca” fez a “gestão da vida política com base nas sondagens”. Encara-as como “um retrato”, em que “as pessoas reconhecem que é competente” e o trabalho que fez. “Leio esse reconhecimento do trabalho que foi feito durante três anos”, novamente sublinhando que ainda tem “trabalho pela frente”.
Mas, mais uma vez, volta à cargo com um “ainda não sou candidato”, mas “no dia em que for as pessoas conhecem” o trabalho.
Em relação a uma possível ligação à Iniciativa Liberal, lembra que o partido liderado por Rui Rocha assumiu que “foi um erro” a rejeição do apoio à candidatura de Moedas. “Não sou candidato neste momento, sou presidente da Câmara, mas se isso acontecer a única coisa que foi dita foi sobre o erro que foi feito em 2021 e à espera do que vão fazer em 2025”, rematou.