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O ministro dos Negócios Estrangeiros português recusou comentar em concreto o plano anunciado pelo Presidente norte-americano para transformar a Faixa de Gaza numa “Riviera” do Médio Oriente. Descrevendo a posição de Portugal como “clara”, o governante sublinhou que o país “continua a ser um defensor empenhado na solução dos dois Estados.”
“O governo português tem uma posição de defesa de dois Estados. Não temos de fazer depois declarações sobre isto ou sobre aquilo. Temos de manter o nosso caminho diplomático, que exige muitas vezes prudência ou contenção“, afirmou Paulo Rangel ao ser questionado pelo correspondente da SIC no Médio Oriente, Henrique Cymerman, sobre o que pensa da proposta de Trump.
O governante considerou que “é preciso manter os canais abertos para todos”. “A afirmação dos nossos princípios é suficiente para se conhecer perfeitamente a nossa posição sem também hostilizar nem estar a criar incidentes que possam distrair do que realmente importa”, defendeu.
Paulo Rangel: Portugal tem “obrigação política e moral” de assegurar o cessar-fogo
Paulo Rangel disse ainda que acredita que o cessar-fogo entre Israel e o Hamas se vai manter. Também falou sobre o futuro pós-guerra e o papel da Autoridade Palestiniana, admitindo que vai precisar de apoio, especialmente no plano de segurança. “Uma coisa é evidente, o Hamas não pode ser parte da solução (…). É uma organização terrorista, capaz de coisas terríveis”, rematou.
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