No Paraíso o lixo é abundante e a água não chega para quem ali vive. Não há recolha, nem tratamento dos resíduos, o que obriga os moradores a usarem uma vala de drenagem; o fornecimento de água é feito através de um chafariz que também não é suficiente para milhares de pessoas. O bairro do norte de Luanda, com 152 mil habitantes, foi o primeiro foco do surto de cólera que assola agora o país e que já provocou uma centena e meia de mortes em várias províncias. O executivo de João Lourenço prepara-se agora para pedir ajuda internacional, inclusivamente a Lisboa — e o Ministério dos Negócios Estrangeiros, liderado por Paulo Rangel, garante ao Observador que Portugal está atento e pronto para apoiar.
Jacinto António Kibene, o vice-presidente da comissão de moradores do Paraíso, garante jornal angolano OPAÍS, que não foi por acaso que a doença encontrou naquele aglomerado de construções precárias um terreno fértil. O Posto de Saúde do Paraíso, o único que existe, registou os primeiros casos no início de janeiro — aos 24 anos, Francisca Lopes ficou sem o pai, a mãe e o irmão.
As primeiras vítimas da cólera em Angola
“Perdi o meu pai no dia 2, a mãe no dia 4, e o irmão no dia 6 [de janeiro]”, conta ao Novo Jornal a jovem, acrescentando que por pouco não perdeu um outro irmão também internado por cólera, mas que “felizmente acabou por receber alta hospitalar”.
As três mortes estarão entre as cinco anunciadas pelo Ministério da Saúde de Angola a 7 de janeiro, altura em que havia já 25 casos suspeitos da doença só naquele bairro. Era apenas o início.
Para tentar conter a propagação da doença, as autoridades anunciaram um conjunto de medidas, como a desinfestação da zona mais afetada e o rastreamento de contactos. Mas isso não foi suficiente para travar o avanço da doença, que, entretanto, já afetou quase todas as províncias de Angola. Em pouco mais de um mês, desde o aparecimento do surto já foram confirmados 4.235 casos e 150 mortes.
O mais recente ponto de situação do surto da cólera, feito esta segunda-feira pelo Ministério da Saúde de Angola, a que o Observador teve acesso, dava mesmo conta de que só em 24 horas tinham sido notificados 128 casos de cólera e registadas três mortes. A maioria nas províncias de Luanda e do Bengo — epicentros da doença.
Em janeiro o oficial de Emergência da Organização Mundial da Saúde em Angola, Walter Firmino, já tinha alertado para a alta taxa de letalidade da cólera (à volta de 10%), explicando que a maioria das mortes são “comunitárias”, ou seja, acontecem sobretudo em bairros como o Paraíso.
Angola prepara-se para pedir apoio a Portugal
É neste contexto que Luanda se prepara para pedir ajuda a Portugal, o que deverá acontecer nos próximos dias. Com o surto a agravar-se, e o epicentro a deslocar-se para o Norte, o país está a ter dificuldades em alocar recursos para travar o avanço da doença, revelou ao Observador uma fonte do Ministério da Saúde de Angola, explicando que o país conta atualmente apenas com a ajuda técnica da UNICEF e da Organização Mundial de Saúde.
“Não está descartada esta possibilidade [de Angola pedir apoio a Portugal]. Tudo indica que venha a precisar de apoio, porque a situação do surto está a agravar-se. É possível que nos próximos dias Angola venha a formalizar um pedido de ajuda a Portugal“, revelou a mesma fonte ao Observador, adiantando que “as necessidades aumentam, nomeadamente em termos de medicamentos e da assistência técnica também.”
Referiu mesmo que em Angola a preparação para um surto de cólera “é um processo que não pára”, já que o país “como outros países africanos”, está “sempre exposto a este tipo de doenças”.
[No podcast “Pequenas Reivindicações de Liberdade“, a paciência da pessoa convidada é sempre posta à prova e nada a impede de abandonar o estúdio — mas o que está dito, está dito. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]
Portugal está disponível “na medida do necessário”
Numa resposta enviada ao Observador por escrito, o Ministério dos Negócios Estrangeiros garantiu que “Portugal está a acompanhar os números oficiais e a evolução da situação sanitária em Angola com grande atenção”.
Sem responder sobre que meios poderá pôr à disposição de Luanda, a tutela admitiu estar disponível para enviar apoio.
“[Portugal acompanha] de forma articulada com as agências das Nações Unidas e com os parceiros europeus e [está] disponível para ajudar na medida do necessário e do que for considerado oportuno pelo governo angolano”, remata o ministério tutelado por Paulo Rangel.
A União Europeia, porém, já tomou a dianteira. Apoiar os esforços da Cruz Vermelha angolana na prestação de ajuda, incluindo água potável, cuidados de saúde, saneamento e higiene, são os objetivos para os quais o bloco europeu disponibilizou um financiamento de 200 mil euros para ajudar Angola a conter o surto de cólera, segundo uma publicação na rede social X da União Europeia em Angola.
Mas, esta intervenção deverá ser alargada e centrar-se também na comunicação dos riscos e no envolvimento da comunidade para combater a desinformação e aumentar a sensibilização do público.
Em resposta à recente epidemia de cólera em Angola, a União Europeia atribuiu 200 000 EUROS em financiamento da ajuda humanitária. O apoio visa ajudar o país a conter o surto, que representa um risco significativo para mais de 380 000 pessoas.https://t.co/HJhZACABQ4
— União Europeia em Angola (@UEemAngola) February 3, 2025
“São necessários esforços imediatos para conter o surto, impedir uma maior transmissão e assegurar o tratamento atempado das pessoas afetadas”, destaca.
O programa apoiado pela UE terá uma duração de quatro meses, até ao final de maio de 2025, e deverá chegar a 384 mil pessoas nas províncias do Bengo, Cuanza Norte, Huambo, Huíla, Icolo e Bengo, Luanda, Malanje e Zaire.
Também a Agência da ONU para os Refugiados se juntou, oferecendo formação de voluntários comunitários para que estes por sua vez ajudem na divulgação de informações sobre a doença.
Hoje, ACNUR, OIM e IEIA deram início a uma campanha sobre a cólera em Viana.
Cerca de 65 refugiados e moradores participaram da sessão.
A iniciativa visa formar voluntários comunitários para reforçar os esforços da municipalidade na contenção e prevenção da doença. pic.twitter.com/QBQWTz5D3P
— ACNUR, Agência da ONU para Refugiados (@ACNURAngola) February 5, 2025
Os primeiros casos de doenças diarreicas em 2023
O atual surto foi antecedido por um aumento de casos de doenças diarreicas, em 2023, que deixou o governo e a OMS sob alerta. “O risco já estava presente [no país]”, atira Jeremias Agostinho, especialista angolano em Saúde Pública, para quem a evolução dos números não causa tanta estranheza. A partir desse primeiro momento, contou ao Observador, as autoridades “começaram a fazer estudos e a prepararem-se para um surto de cólera a qualquer altura”.
Para isso foi criado um plano de contingência, organizados recursos e dada formação a médicos. Segundo Jeremias Agostinho, foi assim que Angola se terá preparado para o combate a um surto que continua sem dar tréguas. Para o Sindicato dos Médicos Angolanos, porém, o que foi feito não é suficiente e parece ser um sinal de que as autoridades foram apanhadas de surpresa.
Uma das medidas que teria sido fundamental, segundo o sindicato, era a criação de uma cerca sanitária, com o Cacuaco, o município onde fica o bairro do Paraíso, a ser considerado uma “uma zona de controlo” — todas as pessoas que apresentassem sinais e sintomas da doença deveriam ser imediatamente notificadas, incluindo as suas próprias famílias.
Acrescentou ainda que as casas, o bairro, e o máximo de locais possíveis por onde estas pessoas passaram deveriam ter sido, desde o início, alvos de desinfestação. Era necessário, critica ainda, uma eficiente procura por todos “focos de disseminação da doença”.
“Faltou sim um pouco de empenho, de reação rápida por parte do departamento de epidemiologia do nosso Ministério”, observou em declarações ao Observador, dizendo esperar que “nos próximos surtos o governo seja mais proativo”.
O que leva Angola a ter ciclos sucessivos de cólera?
Ao Observador o secretário-geral do Sindicato dos Médicos Angolanos (SINMEA), Pedro da Rosa, relaciona a progressão da doença com a inexistência de saneamento básico e a falta de condições em muitas habitações. Sem desvalorizar a relevância das vacinas e dos cuidados de saúde numa altura em que o país tenta controlar o surto, o responsável sindical salienta que os problemas de base persistem.
“É que a doença nunca foi erradicada do país”, garante o Sindicato dos Médicos Angolanos (SINMEA), revelando que os hospitais têm recebido, ao longo dos anos, casos de doenças diarreicas agudas que, se devidamente testadas, seriam confirmados como cólera. “Este quadro nunca vai mudar enquanto as condições de saneamento não forem melhoradas”, porque se traduzem num ambiente vulnerável ao aparecimento da bactéria que provoca a cólera — o vibrião colérico.
E dá um exemplo: “No epicentro do surto, a população consome água de valas, o que propicia o alastramento da doença. Tudo isso facilita a disseminação do vibrião colérico nas populações”.
Jeremias Agostinho concorda com a análise: “Não é um aspeto novo. [A cólera] já é algo que anda aqui connosco”. “Nós temos de investir muito mais. Nesse momento, investimos menos de 5% do OGE [Orçamento Geral do Estado] para melhoria do saneamento básico. Nos próximos anos, temos de melhorar, também, os indicadores de aceso à água”. E sobre este último ponto, exemplificou, dizendo que “água dos quartos de banhos desaguam nos rios”, que algumas pessoas usam para consumo diário. E “sem tratar muitas vezes”.
Agostinho fala ainda na necessidade de “acabar com o comércio em zonas impróprias e mercados por cima do lixo”, fazer um combater mais eficaz contra pobreza e “melhorar as condições de habitabilidade das populações”. “A cólera é uma doença da pobreza. Um indivíduo que tem acesso à água potável, que adquire os alimentos em locais adequados e os prepara de forma adequada, não vai ter cólera”, justificou, para depois olhar para Europa e dizer que esta é a razão por que “países europeus deixaram de ter cólera há vários anos”.
Pedro da Rosa — que tem sido uma voz crítica sobre a forma como são feitos os investimentos públicos no sistema de saúde de Angola — insiste, por isso, que “nestas condições a cólera poderá reaparecer sempre”, alertando que também é importante apostar na medicina preventiva e nos cuidados de saúde primários. “O país tem um número de médicos que é extremamente escasso”: “Estamos a falar de um médico para 10 mil habitantes”.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) Angola também fez uma publicação na rede social X em que refere que “a luta contra a cólera não é um problema apenas da Saúde, é um desafio que exige ações robustas e multissectorial. Precisamos reforçar os investimentos para o acesso à água tratada”.
“A luta contra a cólera não é um problema apenas da saúde, é um desafio que exige ações robustas e multissectorial. Precisamos reforçar os investimentos para o acesso à água tratada, saneamento de qualidade e higiene”, apelou @MoetiTshidi na reunião da #SADC. @WHOAFRO @AngolaOnu pic.twitter.com/WafmuXEiKo
— OMS Angola (@AngolaOms) January 27, 2024
Nas últimas décadas, de acordo com a OMS, foram, pelo menos dois, os surtos de cólera em Angola: “Entre 1995 e 2000, [o país] permaneceu livre de surtos, mas em 2011 foi atingido por um grande surto que causou 2.284 casos e 181 mortes“, seguido de um outro entre 2016 e 2017, que afetou três províncias com 252 casos e 11 mortes. Com 150 mortes já confirmadas esta segunda-feira e ainda com os números a crescer, o atual surto pode vir a superar o de 2011 no número de mortes, estando já à frente no número de casos confirmados.
Oposição relaciona surto com falta de condições da população. Fonte do Governo diz que não há ligação
A oposição também tem associado o elevado número de casos de cólera à falta de condições em que uma parte da população vive. Nelito Ekuikui, deputado da UNITA — maior força política da oposição em Angola — publicou um vídeo na sua conta no X, no qual é possível ver-se torneiras comunitárias a jorrarem água, com cor aparentemente castanha. Este facto levou-o a questionar: “Como acabar com a cólera, se o próprio governo não fornece água potável para o seu povo?”.
Como acabar com a cólera?
Se o próprio Governo não fornece água potável ao seu povo. pic.twitter.com/yNCwlvzTh4— Nelito Ekuikui (@nelito_ekuikui) February 9, 2025
Questionado sobre a origem do surto, fonte do Ministério da Saúde de Angola limitou-se a descartar ligações entre a falta de saneamento — e as condições de vida em muitos bairros — e um surto como este.
“O problema do surto é uma coisa. As carências básicas e os problemas básicos são outra coisa diferente. É uma situação que existia e o surto não existia“, avançou, garantindo, porém, que a melhoria dessas condições “é uma preocupação permanente” do governo angolano.
Cólera testa hospitais já sobrecarregados com outras doenças
Apesar de todos os constrangimentos, “a resposta [dos hospitais] está a ser eficiente”, considera Pedro da Rosa, avançando que foram criados centros de tratamentos, nas mais variadas unidades hospitalares, como postos de saúde e hospitais municipais.
O responsável explicou ainda que em cada município há um centro de recolha e tratamento de dados dos doentes da área, e que as administrações municipais estão “a fazer o seu melhor” para que os doentes sejam tratados. “É o que estamos a ver”, disse, destacando que “o número de mortes [em proporção dos casos] não é grande”.
Já Jeremias Agostinho entende que a cólera está a testar o sistema de saúde de Angola, porque surge numa altura em que “os hospitais já estão bastantes pressionados com outras doenças” como a dengue, a chikungunya, a malária e outras doenças diarreicas agudas.
Uma vez que nesta altura do ano chove muito em Angola, “há um aumento das doenças endémicas ligadas a vetores como mosquitos, moscas e baratas”, isso, diz, justifica-se com o deficiente saneamento básico, sendo que o sistema de micro e macro drenagem das águas não funciona conforme. “A mais preocupante é a malária que nesta altura ocupa quase 70% da necessidade de hospitalização”.
No entanto, prossegue, “o que o Estado está a fazer é distribuir água por meio de cisternas; fazer com que os serviços de saúde estejam mais próximos dos cidadãos nas zonas afetadas, distribuir soro de reidratação oral, tratar os casos identificados, e seguir os contactos dos casos identificados. “É o que nos resta a curto prazo”.
Médicos defendem que informação seja mais clara
A OMS anunciou que tem apoiado o Gabinete Provincial de Saúde do Huambo, no centro do país, com a monitorização e acompanhamento dos casos suspeitos de cólera. O apoio, diz, “inclui a realização de buscas ativas com o objetivo de identificar possíveis casos de contágio”, assim como a listagem dos contactos, para “prevenir a propagação da doença”.
“Este esforço faz parte de um trabalho contínuo para proteger a saúde da população e controlar a disseminação da cólera”.
Pedro da Rosa defende a importância deste trabalho e de se mobilizar o maior número de recursos humanos possível para que a mensagem, com informações corretas, seja amplamente divulgada pela população, garantindo que as pessoas entenderam a importância de reportar, imediatamente, às autoridades locais qualquer caso suspeito na comunidade.
“Tem de se pôr mãos na massa e correr atrás dos doentes com cólera. A população tem de ser devidamente informada”, frisou, lamentando as “grandes perdas humanas e económicas”, que poderiam ter sido evitadas se o governo atuasse “de forma preventiva”.
Por que Luanda e Bengo são os epicentros da doença?
“Não há uma razão específica que leve o Bengo e Luanda a serem o epicentro da doença”, entende Jeremias Agostinho, para quem existe “um conjunto de fatores que concorreram para isso, entre os quais está o deficiente saneamento básico“.
O especialista elencou uma série de situações que diz estarem a contribuir para que, primeiro, Luanda esteja à frente dos casos confirmados e de mortes por cólera no país, que vão desde o consumo de água imprópria até à existência de um aterro sanitário precário a que “as famílias têm acesso, inclusive para retirar restos de alimentos”. “Então isto tudo contribuiu”, defende.
“Em cada dez angolanos, quatro não têm aceso à água potável. Não temos até agora um aterro sanitário que funcione de facto. O aterro sanitário dos Mulenvos — zona que está a registar também muitos casos de cólera — é um aterro muito sofrido e não funciona como tal”.
Já em relação ao Bengo, diz que o problema é o mesmo: “É a pobreza extrema, a falta de água, 90% da população sobrevive do comércio informal, as pessoas adquirem alimentos em zonas impróprias, sistema de drenagem da água impróprio”. Por isso mesmo, Jeremias Agostinho não se surpreende que “de tempo em tempo vamos tendo surtos”.
“A cólera é pobreza, é sujidade, é água imprópria, é alimentação imprópria. Enquanto tivermos estas condições vamos continuar a registar casos de doença. Não temos hipótese”, frisou.
Jeremias Agostinho alerta, por isso, as pessoas para que redobrem os cuidados em toda costa marítima angolana, mas particularizou “as praias de Cacuaco, Ilha de Luanda e Mabunda”, pelo facto de as necessidades ali serem feitas ao ar livre, e, também, por existirem montes de lixo. “O risco de contaminação é maior, já que a bactéria da cólera pode sobreviver até duas semanas na água e em muitos dos peixes aí comercializados”, aconselhou na sua rede social facebook.
Vacinação só nos epicentros da doença
Angola recebeu da Organização Mundial da Saúde cerca de 948.466 doses de vacinas contra a cólera, quantidade que a ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutukuta, considerou insuficientepara as necessidades. Por isso, foi decidido limitar a campanha aos grandes epicentros da doença, avançou o Jornal de Angola.
O processo decorreu de 3 a 7 de fevereiro e a estratégia adotada incluiu a instalação de postos fixos em locais estratégicos, como unidades e centros de saúde, igrejas e orfanatos, bem como equipas móveis que se deslocaram pelas comunidades mais remotas para tentar vacinar o maior número de pessoas possível, descreve a OMS.
On Friday, February 7, the cholera vaccination campaign was concluded in the municipality of Cacuaco, reinforcing the importance of immunization and preventive measures to contain the spread of the disease.#Angola #Colera pic.twitter.com/osnfskhQkd
— OMS Angola (@AngolaOms) February 10, 2025
“Sinto-me mais aliviado”. António Morais, um residente do bairro Paraíso, não conseguiu esconder o que sentiu após ser vacinado, segundo um relato publicado pela OMS. Diz que perdeu amigos e vizinhos e que aquela vacina representa uma nova oportunidade para a sua comunidade “retomar as atividades e viver sem medo”.
A campanha de vacinação terminou com mais de 900 mil pessoas vacinadas, nas áreas mais afetadas do país, segundo o balanço do governo angolano, que continua a alertar que “a higiene das mãos é essencial para prevenir a doença altamente contagiosa”.
Texto editado por Carlos Diogo Santos