O presidente honorário do partido nacionalista Ergue-te, José Pinto Coelho, é o candidato desta força política à presidência da Câmara de Lisboa e pretende “acabar com o multiculturalismo” existente na capital.

“Lisboa é hoje uma cidade ocupada, onde a minoria dos habitantes é portuguesa. Eu, como presidente da câmara, quero acabar com o multiculturalismo e que a polícia municipal fiscalize seriamente as condições de habitação dessas pessoas [emigrantes] e as suas casas de comércio”, afirmou o designer, de 64 anos, em declarações à agência Lusa.

José Pinto Coelho, que concorre à presidência da Câmara de Lisboa pela quinta vez (2005, 2007, 2009 e 2017), as últimas quatro pelo Partido Nacional Renovador (PNR), antecessor do Ergue-te, criticou também a limpeza urbana da cidade, referindo que as ruas estão sujas e “desleixadas”.

“Basta olhar para a nossa cidade. As ruas são uma vergonha. Lisboa é uma cidade totalmente desleixada. Há que orientar os orçamentos da Câmara para outros fins”, defendeu.

Além desta candidatura do Ergue-te, já foram anunciadas as candidaturas de Alexandra Leitão (PS), João Ferreira (CDU), Carolina Serrão (BE) e Ossanda Líber (Nova Direita).

Nas eleições autárquicas de 2021, o social-democrata Carlos Moedas foi eleito presidente da Câmara de Lisboa, com 34,25% dos votos, conquistando a autarquia ao PS, que tinha liderado o executivo autárquico da capital nos últimos 14 anos.

No atual mandato, 2021-2025, o executivo da Câmara de Lisboa, que é composto por 17 membros, integra sete eleitos da coligação “Novos Tempos” (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança) — que são os únicos com pelouros atribuídos e que governam sem maioria absoluta, sob liderança de Carlos Moedas (PSD) —, três do PS, três do Cidadãos Por Lisboa (eleitos pela coligação PS/Livre), dois do PCP, um do Livre e um do BE.