A ministra da Saúde anunciou esta quarta-feira que já dispõe de um plano para o Hospital Amadora-Sintra que passa por convencer toda a equipa de cirurgiões que se demitiu em 2024 a regressar ao serviço.

“O plano consiste em trazer para dentro do hospital Amadora-Sintra de novo toda a equipa de cirurgia que saiu” nos últimos meses de 2024, afirmou Ana Paula Martins no podcast “Política com Assinatura” da Antena 1 da jornalista Natália Carvalho.

Questionada sobre a forma como pretende convencer os médicos cirurgiões, a governante respondeu: “Vamos conseguir”, adiantando ainda que este é um trabalho em que “muito brevemente os resultados estarão à vista“.

Em 12 de fevereiro, quando foi ouvida na Comissão de Saúde, a ministra admitiu que o Governo ainda não tinha um plano para o Amadora-Sintra, classificando a situação do serviço de cirurgia como “muito difícil”, na sequência da saída de 13 cirurgiões.

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“Teremos de ter um plano que tem de passar por uma avaliação muito cuidada para responder à pergunta: porque é que 13 cirurgiões saem entre setembro, outubro, novembro e dezembro daquele serviço”, referiu a ministra na altura, realçando que a administração se esforçou para encontrar especialistas, mas “ninguém quer ir para lá trabalhar”.

Dias antes, em 6 de fevereiro, os membros do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde apresentaram a sua demissão à ministra da Saúde e ao diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde, alegando que essa decisão permitiria à “tutela implementar as medidas e políticas que considere necessárias“.

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A saída dos especialistas deveu-se ao regresso de dois médicos que denunciaram más práticas no serviço, que depois de investigadas não se confirmaram.

A situação do serviço de cirurgia tem motivado também vários alertas da Ordem dos Médicos, assim como dos médicos internos de formação especializada em cirurgia geral que, numa carta, denunciaram recentemente o “clima de insegurança profissional” a que dizem estar sujeitos.