O resultado líquido da Benfica SAD entre julho e dezembro de 2024, primeira metade da atual temporada, ascendeu a 40,3 milhões de euros, mais do que duplicando face aos 18,1 milhões do período homólogo de 2023.

A forte subida do lucro das águias é justificada, sobretudo, pelo impacto positivo do resultado obtido com alienações de direitos de atletas, que cresceu quase 50%, de 60,5 para 90,3 milhões de euros, de acordo com o Relatório e Contas enviado pela sociedade anónima à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

As principais operações foram as transferências do internacional português João Neves para o Paris Saint-Germain (59,9 milhões fixos e 10 em bónus), e dos brasileiros Marcos Leonardo, para o Al Hilal (40 milhões), David Neres, para o Nápoles (28 milhões), e Morato, para o Nottingham Forest (11 milhões e 6 milhões).

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Os rendimentos totais ascenderam a 214,3 milhões de euros, um aumento de 19% e o segundo melhor registo alcançado num primeiro semestre, apenas abaixo do registado na época 2019/20 (antes da pandemia de covid-19).

Já os rendimentos operacionais, excluindo transações de direitos de atletas, foram de 105,7 milhões, englobando apenas 39,7 milhões de prémios da UEFA devido à participação na Liga dos Campeões.

Do bolo total de 71,8 milhões de euros que os encarnados encaixaram até ao momento por alcançarem os oitavos de final da prova milionária, 32,1 milhões vão ser reconhecidos já nas contas do segundo semestre.

Os gastos operacionais atingiram os 142,9 milhões, um acréscimo de 3%, com os gastos com pessoal a situarem-se nos 71,2 milhões, mais 14% em termos homólogos, destacando-se a verba superior a 10 milhões em indemnizações a equipa técnica e jogadores, explicada pelo efeito Roger Schmidt, treinador alemão que recebeu 8,7 milhões pela rescisão com o clube da Luz.

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Sem indemnizações, os gastos com pessoal teriam sido de 57,5 milhões (uma queda de 2% em base recorrente).

O ativo da Benfica SAD cresceu 5% para 594,5 milhões de euros, enquanto o passivo desceu 2% para 472,3 milhões.

Quanto à dívida líquida, houve um recuo de 2,8%, face a dezembro de 2023, para 196,1 milhões.

Nota ainda para o aumento homólogo de 50% do capital próprio, para 122,8 milhões, justificado pelo lucro superior a 40 milhões obtido no período sob análise (julho a dezembro de 2024), permitindo que o capital próprio volte a superar o montante do capital social da SAD do Benfica (115 milhões).

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