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Oposição apoia fim de licenças dos EUA para exportação de petróleo da Venezuela

Este artigo tem mais de 1 ano

"Este é um passo enorme que envia uma mensagem clara e firme de que Maduro está em grandes apuros e que o Presidente Trump está com o povo venezuelano", disse Maria Corina Machado.

epa11815805 Anti-Chavez leader Maria Corina Machado speaks to her followers in Caracas, Venezuela, 09 January 2025. Hundreds of Venezuelan opposition members began to take to the streets of Caracas, after the call of opposition leader Maria Corina Machado, who called on everyone to demonstrate for the 'fight and conquest of freedom', one day before the presidential inauguration, which Edmundo Gonzalez, who claims to have defeated Maduro in last year's election, and incumbent President Nicolas Maduro promise to attend.  EPA/MIGUEL GUTIERREZ
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▲"Estamos a reverter as concessões que o corrupto Joe Biden fez a Nicolás Maduro da Venezuela", anunciou Donald Trump

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

▲"Estamos a reverter as concessões que o corrupto Joe Biden fez a Nicolás Maduro da Venezuela", anunciou Donald Trump

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

A oposição da Venezuela congratulou-se esta quinta-feira com a decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump de acabar com as licenças de exportação de petróleo concedidas ao país, a partir de 1 de março.

“Este é um passo enorme que envia uma mensagem clara e firme de que Maduro está em grandes apuros e que o Presidente Trump está com o povo venezuelano, com a segurança, a liberdade, a prosperidade e a paz em toda a região. Isto é muito importante”, disse Maria Corina Machado.

Durante uma conversa em vídeo com Donald Trump Jr, divulgada na plataforma de vídeos Rumble, a líder da oposição sublinhou ser uma decisão acertada e expressou a sua gratidão ao Presidente dos EUA.

“Esta é a coisa acertada a fazer e é o momento certo para a fazer. E, tenho a certeza de que trará consequências a muito curto prazo, de que o povo venezuelano neste momento se sente seguro de que não estamos sozinhos”, disse.

Donald Trump anunciou na terça-feira que vai acabar com as licenças de exportação de petróleo concedidas à Venezuela e explicou que deixarão de estar em vigor a partir de 1 de março.

“Estamos a reverter as concessões que o corrupto Joe Biden fez a Nicolás Maduro da Venezuela no acordo petrolífero de 26 de novembro de 2022, bem como as relacionadas com as condições eleitorais dentro da Venezuela, que o regime de Maduro não conseguiu cumprir”, anunciou Trump.

Trump fez o anúncio na sua rede social Truth Social, na qual se queixou de que o regime de Nicolás Maduro não acelerou a deportação dos “criminosos violentos” que, segundo ele, Caracas enviou para os Estados Unidos, como se tinha “comprometido”.

As licenças concedidas por Biden, que beneficiavam a petrolífera norte-americana Chevron, não foram renovadas em 2024, mas foram concedidas licenças individuais a alguns parceiros e clientes da empresa estatal venezuelana Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), permitindo que as exportações fluíssem para mercados como os EUA, Europa e Índia.

Nos termos da atual licença concedida pela administração Biden, a Chevron estava autorizada a operar na Venezuela até ao final de julho, pelo que a decisão de Trump antecipa em vários meses a cessação da atividade.

A Chevron é a única grande empresa petrolífera norte-americana a operar na Venezuela.

A saída da Chevron é um revés económico para a Venezuela, uma vez que a empresa tinha contribuído para a reativação da produção petrolífera venezuelana, que este mês ultrapassou um milhão de barris por dia, pela primeira vez desde junho de 2019, segundo dados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

As exportações aumentaram 15% em janeiro, cerca de 867 mil barris por dia, muito devido a um aumento dos carregamentos da Chevron Corp.

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