A petrolífera brasileira Petrobras anunciou esta sexta-feira uma nova descoberta de petróleo no poço exploratório Morpho, na costa amazónica do país, onde já tinha identificado hidrocarbonetos em agosto, mas sem revelar o potencial de exploração.
A nova descoberta foi identificada através de “registos elétricos, indícios observados nas rochas e amostras de fluidos obtidas durante a perfuração”, anunciou a empresa, não revelando o tamanho da zona com petróleo nem o potencial de exploração ou comercialização.
A Petrobras referiu que as análises laboratoriais ainda estão em curso e que os dados obtidos serão integrados com o resto da informação recolhida durante a perfuração para avaliar os sistemas petrolíferos e o potencial de recursos da bacia.
No caso da descoberta anunciada em agosto, a empresa estatal brasileira assegurou em comunicado citado pela agência espanhola de notícias, a Efe, que “as análises já realizadas confirmam a boa qualidade do petróleo encontrado”.
De acordo com a Petrobras, na sequência da nova descoberta, a empresa concluirá a perfuração do poço e prosseguirá com a avaliação das formações identificadas.
A zona onde se situa o poço Morpho faz parte da controversa Margem Equatorial brasileira, a nova fronteira de exploração petrolífera que a petrolífera brasileira considera estratégica para reconstituir as suas reservas de petróleo e gás e satisfazer a procura energética do país durante a transição energética.
A proximidade do poço à foz do Amazonas preocupa os ambientalistas, que alertaram para o possível impacto desastroso que um derrame teria nos ecossistemas.
Apesar dos receios, o Governo brasileiro autorizou, no início de setembro, a Petrobras a perfurar mais três poços na mesma zona, situados a cerca de 175 quilómetros da costa e a 500 quilómetros da foz do rio Amazonas.
A petrolífera prevê investir 2.500 milhões de dólares, cerca de 2,2 mil milhões de euros, entre 2026 e 2030 na região, a maior aposta do Brasil para aumentar a sua produção de petróleo nas próximas décadas, escreve ainda a Efe.