1230,2kWh poupados 1230,2 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Dinamarca. Artista abandona ideia de deixar morrer leitões em exposição depois de animais desaparecerem

Este artigo tem mais de 1 ano

Num "confronto com a realidade sangrenta da Dinamarca" nos matadouros artista chileno queria matar à fome e sede leitões numa exposição. Animais desapareceram e artista ameaçado mudou de ideias.

Esta era uma das imagens presentes na exposição
i

Esta era uma das imagens presentes na exposição

Esta era uma das imagens presentes na exposição

A ideia do artista era sensibilizar para o sofrimento dos animais suínos. A forma escolhida ateou uma polémica que não ficou só pela troca de argumentos e Marco Evaristti teve de desistir da ideia.

Tudo começou na passada sexta-feira com a inauguração de uma exposição em Copenhaga, na Dinamarca, onde cerca de 25 mil leitões morrem diariamente devido às condições em que são criados, adianta a agência Associated Press.

Leitões deixados a morrer à fome em exposição de arte na Dinamarca

O destaque da exposição And Now You Care, do chileno Marco Evaristti, era uma gaiola improvisada, criada com carrinhos de compras que tinham no interior três leitões. Durante o período da exposição, os animais não iriam comer nem beber, explicou o artista. Ele também não.

Evaristti afirmou, na rede social Instagram, que a exposição era “um confronto com a realidade sangrenta da Dinamarca” nos matadouros e apelou às pessoas para reduzirem o consumo de carne e apoiarem a agricultura para melhorar o bem-estar animal. “Eu queria sacrificar três leitões para salvar” dezenas de milhares mortos todos os dias, disse Evaristti numa entrevista, citada pelo Washington Post.

A controvérsia estalou de imediato. A organização de bem-estar animal “Animal Protection Denmark”, criticou logo a iniciativa criativa. “Entendemos perfeitamente a indignação do artista. Mas não concordamos com o facto de três leitões, três seres vivos individuais, serem privados de beberem até morrerem por causa disso. É ilegal e é um abuso“, garantiu Birgitte Damm, porta-voz da organização. “O facto de isto acontecer a milhares de animais todos os dias na indústria não significa que isto esteja certo”, remata. Os comentários nas redes sociais eram duríssimos e um político até o chamou de “perverso”.

A indignação teve repercussões. Os três leitões simplesmente desapareceram no dia a seguir a Evaristti ter aberto a exposição no meio de ameaças de morte e cartas de ódio. “Eu liguei para a polícia no sábado para denunciar que os leitões tinham sido roubados e tive que encerrar a exposição por causa disso”, relata o artista responsável. Lucia, Simon e Benjamin, os nomes que o artista deu aos leitões já não estavam na exposição depois de um grupo de defesa dos animais a ter visitado.

Dias depois, Evaristti descobre que um dos elementos da sua equipa e seu amigo se juntou aos ativistas quando estes emitem um comunicado a dizer que se tinha tratado de um resgate e não um roubo. “Fiquei muito desapontado quando o Caspar me disse, na terça-feira, que estava envolvido no roubo”, referiu Evaristti, segundo a Sky News.

Casper Steffensen admitiu ter alimentado os animais depois da inauguração da exposição, relata o Washington Post. “Não me tinha apercebido do quanto me iria afeiçoar a estes leitões”, disse Steffensen, cineasta que tem trabalhado com Evaristti num documentário nos últimos cinco anos.

O chileno acabou por desistir da sua ideia. Agora, pretende voltar a fazer a exposição recorrendo a leitões que já estejam mortos vindos de fábricas de processamento de carne. Mas ainda assim, na quarta-feira, numa entrevista ao Washington Post, disse que apesar de toda a controvérsia e ameaças,  a sua intenção inicial era válida. “Eu queria que eles morressem”, repetiu Evaristti. “Queria que as pessoas na Dinamarca vissem como é que um leitão morre à fome.”

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.