Ryan Wedding representou o Canadá em snowboard nas Jogos Olímpicos de Inverno de 2002, em Salt Lake City. Agora, 23 anos depois, as autoridades federais norte-americanas procuram o ex-atleta acusado de liderar uma rede transfronteiriça de tráfico de drogas que terá gerado milhares de milhões de euros – e oferecem mesmo uma recompensa que ultrapassa os nove milhões de euros para quem o entregar.

Segundo o FBI, o ex-atleta, conhecido por alcunhas como “El Jefe” ou “Public Enemy” (Inimigo Público, em inglês), é ainda procurado por quatro homicídios que terá cometido em negócios de tráfico de droga. Segundo o The Guardian, as autoridades acreditam que Wedding estará escondido no México, sob proteção do cartel de Sinaloa.

“O aumento da recompensa deve deixar claro: não há lugar seguro para Wedding se esconder”, avisou Alan Hamilton, chefe adjunto do departamento de polícia de Los Angeles responsável pelo caso, citado pela Sky News. Para além da recompensa financeira, a agência federal de investigação colocou Wedding na lista dos dez mais procurados pelo FBI, algo que Allen espera que impulsione a entrega do ex-atleta olímpico às autoridades.

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Esta rede de tráfico, de acordo com acusação feita em Setembro do ano passado citada pela Sky News, transportava até 60 toneladas de cocaína por ano vindas da Colômbia, atravessando o México para chegar à Califórnia.

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Para além da cocaína, Wedding também seria responsável por trazer “cinco toneladas de fentanil por mês“, segundo a polícia de Los Angeles, citada pelo Guardian.

“O antigo snowboarder canadiano desencadeou uma avalanche de morte e destruição, aqui e no estrangeiro“, afirmou Matthew Allen. “É incessante, insensível e ganancioso”, descreveu ainda.

Esta não é a primeira vez que Wedding enfrenta a justiça. Em 2010, o ex-snowboarder foi condenado a quatro anos de prisão por comprar cocaína a um agente infiltrado. Após cumprir a pena, tornou-se, como descreve o The Guardian, num “poderoso e implacável traficante transnacional de estupefacientes“.