Domingo é dia de clássico na Premier League. É um hábito do principal Campeonato do planeta e este dia 9 de março não foi exceção. Frente a frente estiveram Manchester United e Arsenal, num grande clássico do futebol inglês. A viverem situações bem distintas, os red devils entraram em campo depois de um empate na Liga Europa (1-1), em mais um jogo que a defesa voltou a falhar, no caso o capitão Bruno Fernandes. Já os gunners estavam 13 posições acima, com mais 21 pontos e, como se isso não bastasse, vinham de um triunfo soberbo em casa do PSV, na Liga dos Campeões (1-7). O favoritismo estava, aparentemente, no lado forasteiro, mas num clássico tudo pode acontecer.

Bruno deu-lhes vida e o capitão aproveitou: Manchester United empata frente à Real Sociedad com penálti cometido pelo português

“O contexto é difícil porque quando chegámos as expectativas eram elevadas. Tentei avisar as pessoas sobre o momento. Esta época, todos os adeptos, e mesmo o staff, estão um pouco cansados. Há muita coisa a acontecer no nosso clube. É o meu trabalho tentar mudar as coisas, como fiz no último jogo, e tentar focar as pessoas no objetivo final. Às vezes é difícil, é preciso ganhar jogos para ajudar a lidar com as coisas, mas nesta fase é complicado ganhar dois ou três de seguida… Estamos a lutar! Vejo pequenas coisas, pequenas mudanças, não apenas nos jogos, mas também aqui, no centro de treinos. Estamos a encontrar o caminho. Há muito a fazer para regressarmos àqueles dias de glória. Será difícil, mas estamos a sofrer tudo agora para desfrutarmos mais no futuro. Estamos a tentar resolver todos os problemas esta época e acho que isso vai refletir-se no futuro”, assumiu Ruben Amorim na antevisão.

“PSV? Foi uma ótima noite para nós, numa competição importante e na qual temos muita esperança. A maneira como alcançámos isso animou todos, mas isso é passado. Temos de tentar replicar uma grande exibição. A equipa tem a capacidade de se adaptar. Temos muitos jogadores com grande inteligência futebolística para entender quando devem movimentar-se. Man. United? Ficou muito claro que eles são muito capazes de fazer uma prestação realmente forte e vencer. Sabemos da dificuldade da partida e é para isso que estamos preparados”, analisou Mikel Arteta que, este domingo, completou 200 jogos como treinador na Premier League.

Amorim promoveu alterações no onze inicial, com Lindelöf a entrar para a defesa, por troca com Dorgu, e Eriksen a entrar para o ataque, com o Man. United a entrar sem uma referência ofensiva, já que Garnacho e Zirkzee mantiveram-se. Diogo Dalot e Bruno Fernandes continuaram no onze. Do outro lado, Mikel Merino voltou a ser o ponta de lança, contando com o apoio de Trossard e Nwaneri. A grande novidade foi o regresso de Martinelli que, depois de ter estado lesionado, voltou a sentar-se no banco de suplentes. O inicio da partida mostrou uns gunners dominadores e uns red devils remetidos à defesa e que, nos primeiros minutos, quase sofreram, com De Ligt e Lindelöf a deixarem a bola para Merino, mas Onana conseguiu defender (4′).

Pouco depois, Odegaard desenhou uma jogada perigosa que acabou com Merino a atirar para fora (10′). O Man. United parecia não ter resposta para o jogo ofensivo do Arsenal, continuando a colecionar erros defensivos, só que, na derradeira jogada do primeiro tempo, o capitão sacou um coelho da cartola. Bruno assumiu a cobrança de um livre frontal, descaído para a direita e atirou diretamente para a baliza, com a bola a ir para o poste mais próximo e a resultar em golo (45+2′). Apesar da diferença de argumentos, a turma de Amorim chegou ao intervalo na frente (1-0).

Ao intervalo, Ayden Heaven entrou para o lugar do lesionado Yoro e os red devils apareceram mais destemidos, mas não concretizaram concretizar. Por outro lado, os gunners continuaram a criar perigo de bola parada e, na sequência de um canto curto, Odegaard atirou de longe para uma grande defesa de Onana (51′). Na sequência de novo canto, Rice apareceu sozinho à entrada da área, só que a finalização saiu por cima (52′). O jogo continuou partido e, em novo ataque rápido, Dalot cruzou para Mazraoui que, um tiro de primeira, obrigou Raya a aplicar-se (54′). Já com Martinelli e Lewis-Skelly em campo, o guarda-redes espanhol continuou em grande e travou mais um remate perigoso, oriundo do calcanhar de Zirkzee (59′).

À entrada para a reta final da partida, Lewis-Skelly rompeu a defesa do Man. United pela direita e fez um passe atrasado para a entrada da área, onde Declan Rice apareceu a fazer o empate com um grande remate de primeira (74′). Na resposta, o recém-entrado Hojlund apareceu a fazer um cabeceamento dentro da área, mas a bola acabou nas mãos de Raya (77′). Pouco depois, Martinelli recebeu um passe na direita, cruzou para o primeiro poste, só que Onana impediu o golo (82′). Nos descontos, Garnacho atirou por cima (90′), Onana travou um tiro de Merino (90+2′) e Raya respondeu com uma enorme defesa a remates de Bruno Fernandes e Hojlund, a última em cima da linha de golo (90+3′).

Com este empate, somou o terceiro jogo consecutivo sem ganhar e está no 14.º lugar da Premier League, com 34 pontos. Por outro lado, o Arsenal não vence há dois jogos na Liga inglesa, mas continua isolado no segundo lugar, com 55 pontos, menos 15 que o líder Liverpol e mais quatro que o Nottingham Forest.