A cabeça de lista do PAN às regionais antecipadas da Madeira, Mónica Freitas, defendeu esta segunda-feira melhorias nos transportes públicos, com “mais rotatividade e carga horária”, sobretudo em concelhos como a Ribeira Brava, “que tem muitas zonas altas”.

“Apesar de terem sido adquiridos novos veículos, a verdade é que é preciso também aumentar as carreiras e ir ao encontro daquelas que são as necessidades da população, sobretudo em zonas como a Ribeira Brava, que tem muitas zonas altas, nomeadamente ao nível do Campanário”, afirmou a porta-voz do PAN/Madeira, em declarações aos jornalistas na Ribeira Brava.

Sublinhando que a ideia do PAN durante a campanha eleitoral para as eleições de dia 23 é passar pelos principais concelhos do arquipélago, Mónica Freitas explicou que esta segunda-feira na Ribeira Brava o partido não podia deixar de falar dos transportes públicos e da “importância que foi a criação do passe único na Região Autónoma da Madeira”.

O passe único, explicou, permite que as pessoas se possam deslocar por toda a região e é gratuito para menores de 23 e maiores de 65 anos.

Contudo, apesar dessa medida, é preciso continuar a alertar para a necessidade de se “garantir mais rotatividade, mais carga horária, nomeadamente o transporte por chamada, que tem sido também uma medida que, juntamente com o passe único, o PAN tem vindo a defender desde setembro de 2023”, acrescentou a porta-voz do PAN, que foi eleita pela primeira vez nas regionais de 2023 e renovou o mandato nas antecipadas de maio de 2024.

O transporte por chamada, continuou, “seria uma medida essencial, sobretudo para a população mais idosa e mais vulnerável e que se encontra mais afastada do acesso aos serviços públicos”.

As legislativas da Madeira, as terceiras em cerca de um ano e meio, decorrem com 14 candidaturas a disputar os 47 lugares no parlamento regional, num círculo único: CDU (PCP/PEV), PSD, Livre, JPP, Nova Direita, PAN, Força Madeira (PTP/MPT/RIR), PS, IL, PPM, BE, Chega, ADN e CDS-PP.

As eleições antecipadas ocorrem 10 meses após as anteriores, na sequência da aprovação de uma moção de censura apresentada pelo Chega – que a justificou com as investigações judiciais envolvendo membros do Governo Regional, inclusive o presidente, Miguel Albuquerque (PSD) — e da dissolução da Assembleia Legislativa pelo Presidente da República.

O PSD tem 19 eleitos regionais, o PS 11, o JPP nove, o Chega três e o CDS-PP dois. PAN e IL têm um assento cada e há ainda uma deputada independente (ex-Chega).

Após as eleições do ano passado, também antecipadas, o PSD fez um acordo de incidência parlamentar com o CDS-PP, insuficiente, ainda assim, para a maioria absoluta.