A Casa Branca deu ordens aos militares pertencentes ao Comando Sul para desenvolverem planos para o futuro do Canal do Panamá — que podem ir desde uma parceria com as autoridades do país a uma possível invasão, noticia esta quinta-feira o canal de televisão NBC News, que apurou as informações junto de duas fontes norte-americanas conhecedoras do processo.

Segundo avançaram aquelas fontes, não está fora de questão o uso da força. Esta medida mais extrema vai depender da forma como as autoridades do Panamá decidem ou não colaborar com os Estados Unidos da América (EUA).

As eventuais estratégias foram apresentadas esta semana pelo comandante do Comando Sul norte-americano, Alvin Holsey, ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, que deverá fazer uma visita oficial ao país em abril.

Entre essas estratégias, estão negociações com o Panamá, em que é garantida uma passagem segura aos navios norte-americanos pelo canal. Outra das hipóteses é que a infraestrutura volte a ser norte-americana, o que levaria uma presença militar mais ampla de Washington na região. Há ainda uma solução intermédia, em que mais militares norte-americanos assegurariam apenas a segurança do canal.

[Terapia de Casal é o podcast que pode acabar com o casamento do Guilherme Fonseca e da Rita da Nova. Ouça aqui o novo episódio, que também está disponível na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]

Ainda não há uma decisão, mas é certo que a Casa Branca pretende aumentar a presença militar norte-americana, de modo a diminuir a influência chinesa no canal. Ainda segundo a NBC, o Presidente norte-americano deseja que o poderio dos EUA seja visível no Panamá, numa demonstração de força cujos detalhes ainda não são conhecidos.

A presidência norte-americana está também preocupada com a possibilidade de a China, com a sua presença no canal do Panamá, poder eventualmente apropriar-se da infraestrutura, limitando a passagem de navios com bandeira dos Estados Unidos da América em caso de conflito entre as duas potências.

Na semana passada, num discurso ao Congresso norte-americano, Donald Trump voltou a insistir que os EUA precisam do canal do Panamá para “fortalecer a segurança nacional”. “A minha administração terá de reclamar o canal do Panamá”, declarou o Presidente norte-americano, sem dar detalhes.