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O Governo israelita ameaçou esta quarta-feira causar “destruição e devastação total” em Gaza se os 59 reféns ainda detidos pelo Hamas não forem libertados e vai pedir novamente a retirada dos palestinianos das zonas de combate no enclave.

“Israel agirá com uma intensidade que vocês nunca viram” caso os reféns mantidos em Gaza não sejam libertados, advertiu esta quarta-feira o ministro da Defesa, Israel Katz, numa declaração em vídeo transmitida nas redes sociais.

“O primeiro [Yahya] Sinwar destruiu Gaza e o segundo Sinwar vai destruí-la completamente“, disse o governante, referindo-se ao irmão do cérebro do ataque de 7 de outubro e principal líder do Hamas, Yahya, que foi morto por Israel em outubro de 2024 em Gaza.

“O ataque aéreo [realizado na terça-feira] contra os terroristas do Hamas foi apenas o primeiro passo. O resto será muito mais difícil e eles pagarão o preço”, disse Katz.

O ministro acrescentou que os habitantes de Gaza serão novamente deslocados das suas casas, como aconteceu durante a ofensiva terrestre israelita, primeiro contra o norte do enclave e depois em Rafah (sul).

“Se todos os reféns israelitas não forem libertados e o Hamas não for retirado de Gaza, Israel atuará com uma força invisível. Sigam o conselho do Presidente dos Estados Unidos: devolvam os reféns e eliminem o Hamas, e outras opções se abrirão, incluindo ir para outras partes do mundo para aqueles que quiserem“, disse esta quarta-feira Katz.

“A alternativa”, acrescentou, “é a destruição total e a devastação”.

Israel retomou a campanha de bombardeamento na Faixa de Gaza na madrugada de terça-feira, após uma trégua de quase dois meses, iniciada em 19 de janeiro, ao fim de mais de 15 meses de ofensiva.

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Segundo um balanço divulgado esta quarta-feira pelo Ministério da Saúde do movimento islamita palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, os ataques israelitas contra o enclave causaram mais de 970 mortos em 48 horas.

As autoridades de Gaza afirmam que terça-feira foi o dia com mais mortos desde o início do conflito, em outubro de 2023.

Desde o início da ofensiva, foram mortas 49.547 pessoas na Faixa de Gaza, segundo o ministério, citado pela agência francesa AFP.

Durante a trégua, o grupo extremista que governa a Faixa de Gaza desde 2007 trocou reféns israelitas por palestinianos detidos em Israel.

A trégua deveria ter sido seguida de uma nova fase, mas as duas partes não chegaram a um acordo sobre os respetivos termos.

A ofensiva israelita em Gaza seguiu-se a um ataque do Hamas em Israel, em 7 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos, além de 250 reféns que foram levados para Gaza.