A Galp Energia admite que a adoção de tarifas à importação de produtos europeus pelos Estados Unidos “vai ter impacto” na atividade exportadora da empresa que terá de “procurar novos destinos” para a gasolina que atualmente exporta para aquele mercado. A indicação foi dada por Ronald Doesburg, administrador executivo com o pelouro industrial, num encontro com jornalistas que se realizou nesta terça-feira na refinaria de Sines.

Mais de 50% da gasolina produzida pela Galp na refinaria de Sines é exportada, sendo os Estados Unidos o maior mercado. As vendas de gasolina colocam aliás a empresa no top das maiores exportadoras nacionais em volume de negócios.

O mercado americano é altamente deficitário em gasolina e é neste momento “o mais atrativo” para colocar a gasolina. A empresa admite que isso vai mudar com a introdução de uma taxa de 25% sobre os produtos da União Europeia, mas está confiante na possibilidade de encontrar novos destinos para o excedente de gasolina que não é consumido no mercado nacional. “Hoje vendemos para os Estados Unidos, mas há outros mercados disponíveis”, afirmou o gestor que destacou que a estrutura refinadora da empresa é “flexível”. América do Sul e África foram apontados como alternativas potenciais.

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Ronald Doesburg defendeu que é necessário olhar para o mercado global de energia e até admitiu que a Galp pode continuar a abastecer o mercado americano. Isso vai “depender da estrutura das tarifas” que vierem a ser aplicadas. Os produtos químicos e combustíveis são os principais produtos vendidos por Portugal aos Estados Unidos.

EUA são o quarto principal destino das exportações portuguesas

A Galp, que abastece cerca de 90% do consumo de combustíveis em Portugal, confirmou neste encontro com jornalistas que vai realizar no final do ano uma paragem de manutenção de uma das três principais unidade de produção em Sines. Estas paragens, neste caso de 50 dias, acontecem a cada cinco anos.

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