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Lusiaves perde selo de bem-estar animal após divulgação de imagens com agressões

Este artigo tem mais de 1 ano

O grupo Lusiaves suspendeu quatro funcionários de uma exploração na Figueira da Foz, depois de a associação Frente Animal ter divulgado imagens que mostram trabalhadores a agredir os animais.

A partir desta data, as embalagens de carne da Lusiaves não podem conter o selo que assegura ao consumidor o cumprimento das boas práticas de bem-estar animal
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▲A partir desta data, as embalagens de carne da Lusiaves não podem conter o selo que assegura ao consumidor o cumprimento das boas práticas de bem-estar animal

PAULO CUNHA/LUSA

▲A partir desta data, as embalagens de carne da Lusiaves não podem conter o selo que assegura ao consumidor o cumprimento das boas práticas de bem-estar animal

PAULO CUNHA/LUSA

A Lusiaves perdeu temporariamente o selo de bem-estar animal, após a divulgação de imagens com dezenas de frangos feridos ou mortos, e só poderá tentar recuperá-lo a partir de agosto, adiantou à Lusa a Welfair, responsável pela certificação.

“Em 17 de março, decidimos suspender temporariamente a certificação até agosto de 2025. A empresa mostrou-se contra esta decisão, alegando que se tratou de um episódio que envolveu quatro trabalhadores”, anunciou fonte oficial da Welfair, em declarações à Lusa.

A partir desta data, as embalagens de carne da Lusiaves não podem conter o selo que assegura ao consumidor o cumprimento das boas práticas de bem-estar animal.

Contudo, a partir de agosto, a empresa pode tentar recuperar este selo. Para isso, terá de solicitar uma nova certificação, uma nova auditoria, bem como cumprir todos os padrões exigidos por esta entidade.

O grupo Lusiaves suspendeu quatro funcionários de uma exploração na Figueira da Foz, depois de a associação Frente Animal ter divulgado imagens que mostram trabalhadores a agredir os animais e dezenas de frangos feridos e mortos.

Lusiaves investigada por certificador que atribuiu selo de bem-estar animal

As imagens foram divulgadas na rede social Instagram da associação durante o fim-de-semana e, alegadamente, foram captadas em novembro numa quinta do grupo na Figueira da Foz certificada com o selo Welfair desde 2022.

Na publicação podem ver-se trabalhadores a agredir os animais, aves feridas, com asas partidas e órgãos expostos, e dezenas de animais mortos.

A empresa afirmou que nem todas as imagens publicadas foram captadas na exploração avícola da “Quinta de Matinhos”, mas confirmou a abertura de um processo de inquérito que resultou na suspensão de funções de quatro funcionários perante indícios de “práticas contrárias ao bem-estar animal, cometidos à total revelia da empresa”.

A Lusiaves conduziu ainda inquéritos noutras explorações localizadas naquele concelho, mas não identificou situações que pusessem em causa o bem-estar animal e considera, por isso, que o caso da “Quinta de Matinhos” foi um “episódio isolado” e imputável aos quatro funcionários.

Menos de 24 horas após o alerta, a Welfair enviou um auditor à quinta, acompanhado por um responsável da entidade certificadora nacional.

No local, foi possível confirmar que algumas imagens foram captadas na quinta, mas não foram verificados maus-tratos.

À data, a quinta tinha muitos frangos com cerca de três dias, não sendo possível avançar com uma auditoria.

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Já no matadouro com o qual a quinta habitualmente trabalha, foi constatada uma “mortalidade mais alta do que a esperada”, ou seja, foi enviado um número de frangos superior ao previsto.

A partir daqui, a Welfair “recomendou a suspensão” do selo. A entidade certificadora nacional concedeu à empresa um período para que esta se pudesse pronunciar.

“Lamentamos profundamente os maus tratos que são visíveis nas imagens. Isto não representa o setor. Pela nossa experiência, os produtores portugueses e espanhóis trabalham bem”, apontou a Welfair, apelando a que as denúncias sejam feitas de forma célere, de modo a que seja possível constatar o sucedido e atuar.

Na terça-feira, foi confirmado que a Lusiaves estava a ser investigada pela Welfair, segundo uma circular a que a Lusa teve acesso.

A agência Lusa contactou a Lusiaves, mas não obteve resposta.

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