Parte de um prédio colapsou ao início da tarde de sábado em Campo de Ourique, danificando um carro que estava estacionado na rua, deixando as habitações “a descoberto”. O alerta aos bombeiros foi dado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que estava a passar no local. “Tivemos uma sorte grande”, sublinhou Carlos Moedas em declarações à SIC, explicando que o edifício estava vazio e que a pessoa que estava no interior do carro saiu ilesa. De acordo com a CNN, há duas pessoas desalojadas.

A diretora do Serviço Municipal de Proteção Civil explicou à Lusa que os únicos habitantes do prédio não se encontravam em casa, mas que outras 15 frações foram indiretamente afetadas, onde vivem 35 pessoas e que se localizam numa vila nas traseiras do número 85, através do qual é feito o acesso à via pública.

Em função da avaliação das condições de segurança é que será decidida a necessidade de realojar, e de que forma, os moradores afetados. Em declarações aos jornalistas no local, o chefe de operações do Regimento de Sapadores de Bombeiros de Lisboa José Caetano admitiu que o colapso da parede lateral do prédio possa ter sido provocado por obras que estão a decorrer no terreno adjacente

O acidente aconteceu no número 87 da rua Campo de Ourique. Para o local foram mobilizados os bombeiros e a PSP. Segundo Carlos Moedas, as autoridades chegaram rapidamente e a primeira coisa a fazer foi fechar a rua ao trânsito.

Com o colapso da fachada há pessoas que estão retidas do lado de dentro de um pátio e que não conseguem sair de casa devido aos destroços. A prioridade é limpar a zona para poderem circular, indicou o autarca. Carlos Moedas disse ainda que há a possibilidade de as obras que estão a decorrer num prédio ao lado terem contribuído para a queda da fachada. “No fundo, tivemos aqui uma grande sorte, mas há aqui uma responsabilidade a apurar”, destacou, acrescentando que será necessário cuidado adicional do promotor.

“Vamos ter que apurar com os nossos serviços de urbanismo exatamente o que é que aconteceu porque é uma vergonha que um promotor desta qualidade a fazer um edifício novo, tenha deixado isto acontecer. Obviamente, houve aqui uma influência destas obras, num terreno que ainda está muito molhado”, notou.

“É muito triste que isto aconteça. Sobretudo, são casas frágeis, mais antigas e, portanto, o promotor tem que ter todas as medidas de segurança”, defendeu. Questionado sobre se considera que a responsabilidade é do promotor, referiu que será aberta uma investigação. Moedas disse antecipar uma “tarde longa”. “Mas vamos conseguir resolver”, garantiu.