O Ministério Público (MP) considera que Fernando Silva, que matou três pessoas numa barbearia em Lisboa em outubro de 2024, terá exagerado os sintomas de doença mental. É esta a informação que é descrita na acusação do MP, revela o jornal Expresso esta quarta-feira.

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O triplo homicídio aconteceu a 2 de outubro, na Penha de França, durante uma discussão sobre um corte de cabelo. Fernando Silva alvejou mortalmente Carlos Pina, o dono da barbearia “Ganda Pente”, Bruno Neto, que estava à porta da loja, e Fernanda Soares, a mulher do cliente. Após os homicídios, fugiu para o Pinhal Novo, onde foi detido cerca de uma semana depois.

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Fernando Silva foi considerado imputável pelos peritos do Instituto de Medicina Legal, embora tenha sido diagnosticado com problemas mentais e internado e tratado no Hospital Júlio de Matos. Na acusação da procuradora Felismina Carvalho Franco, citada pelo Expresso, o arguido é descrito como “calculista, astucioso” e como apresentando “desconfiança, um estilo evasivo de respostas e cautela excessiva”.

A acusação menciona também “uma preocupação em dar uma imagem patológica de si, ainda que de modo vago, com exagero de sintomas, cujos fatores a literatura científica aponta como comportamento de sobrevivência para evitar uma sanção penal e reclusão prisional”.

Fernando Silva foi acusado de quatro crimes de homicídio qualificado, três consumados e um na forma tentada (tentou alvejar Fábio Ferreira, o outro barbeiro que estava na loja).

A procuradora defende que o arguido seja condenado à pena máxima de prisão, de 25 anos, e que deve aguardar julgamento em prisão preventiva. Se não tivesse sido acusado, Fernando Silva teria de ser libertado esta quarta-feira, quando se assinalam seis meses do crime.

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