O mercado dos SUV superpotentes, com cerca de 5 metros de bitola, está cada vez mais agitado, apesar de alguns construtores apontarem mais ao luxo, como a Bentley com o Bentayga e a Rolls-Royce com o Cullinan, enquanto a Lamborghini visa claramente o prazer ao volante e o carácter desportivo. Isto deixa a Aston Martin a jogar nos dois tabuleiros, tentando conciliar o melhor dos dois mundos, mas sem descurar a nobreza da mecânica e a potência pura. Daí o lançamento do novo DBX S, que se assume como o mais potente da família.
Até aqui, a Aston Martin tinha do DBX 707 a referência da gama, cujo motor 4.0 V8 biturbo de origem AMG fornece, como a denominação indica, 707 cv. A primeira versão do DBX usufruía “apenas” de 550 cv, mas rapidamente a necessidade de satisfazer clientes cada vez mais exigentes justificou um recurso ao armamento. Por enquanto, a Aston Martin tem feito questão em manter-se fiel a mecânicas exclusivamente a combustão, deixando a electrificação para mais tarde, quando esta opção evoluir para imperativo.
▲ Alguns pormenores distintivos do novo DBX S
O novo DBX S é uma evolução do DBX 707, mantendo o 4.0 V8 biturbo, mas incrementando a potência em 20 cv embora mantenha os 900 Nm de força da versão anterior. Apesar de não ser electrificado, o construtor britânico teve algumas preocupações com a eficiência e o consumo, uma vez que o motor com 3982 cc está equipado com um sistema que desliga metade do V8 sempre que a pressão sobre o acelerador é mínima. A caixa de velocidades, que na primeira versão do DBX era automática e com conversor de binário, continua automática e com nove relações, mas a embraiagem passou a ser multidisco banhada a óleo (desde o 707) para se tornar mais rápida e gerir melhor o torque disponível.
▲ Interior vincadamente desportivo
O novo DBX S distingue-se dos restantes versões por exibir uma grelha e um pára-choques diferentes e jantes com 22” de série (23” em opção), além de saídas de escape mais exuberantes. Por dentro, as diferenças ocorrem ao nível dos assentos anteriores, que passaram a ser mais desportivos e com maior apoio lateral, além de melhorias no selector dos modos de condução. Igualmente importante foi o combate ao peso, com o SUV da Aston Martin a montar um tejadilho em fibra de carbono (que poupa 18 kg), pára-choques no mesmo material (menos 7 kg) e jantes em magnésio, em vez de alumínio forjado (menos 18 kg). O resultado é uma velocidade máxima de 310 km/h e 0-100 km/h em 3,3 segundos, ao nível do Urus SE PHEV (312 km/h e 3,4 segundos).