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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garantiu esta segunda-feira que Israel vai tomar o controlo de “todo o território” da Faixa de Gaza, no âmbito da nova ofensiva militar no território palestiniano.

“Os combates são intensos e estamos a fazer progressos. Vamos assumir o controlo de todo o território da Faixa”, afirmou Netanyahu num vídeo publicado na rede social X. “Não estamos a ceder. Mas, para termos sucesso, temos de agir para que ninguém nos possa parar”, acrescentou.

Netanyahu já tinha anunciado — há uma semana — que o exército ia entrar em Gaza “com toda a força para completar a operação e derrotar” o grupo palestiniano Hamas.

O primeiro-ministro de Israel também explicou no vídeo que decidiu permitir a entrada de uma ajuda mínima em Gaza por recear que as imagens de fome dos palestinianos fizessem com que os aliados de Israel retirassem o apoio militar e diplomático ao país.

“Os nossos melhores amigos no mundo, senadores que apoiam apaixonadamente Israel (…) dizem-me o seguinte: ‘Estamos a dar-vos toda a ajuda de que necessitam para a vitória, armas, apoio, proteção no Conselho de Segurança'”, explicou, continuando: “Mas há uma coisa que não podemos suportar, não podemos aceitar imagens de uma fome, uma fome em massa“, aparentemente referindo-se aos Estados Unidos.

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Israel impôs um bloqueio à ajuda humanitária a Gaza a 2 de março e tem sido pressionado, incluindo pela Casa Branca, para o levantar. Netanyahu disse que tomou a “difícil decisão” de permitir a entrada de um mínimo de provisões até que Israel possa aplicar um plano que irá limitar a distribuição de ajuda a pontos no sul do enclave protegidos pelo exército.

Netanyahu afirmou, ainda, que esta decisão permitirá a Israel alcançar a “vitória total” em Gaza e cumprir o principal objetivo, que é a destruição completa do Hamas — o grupo que governa o enclave desde 2007. “Vai levar tempo, mas acabaremos por conseguir”, concluiu.

O plano israelita, apoiado pelos Estados Unidos, foi rejeitado categoricamente pela Organização das Nações Unidas (ONU), que até agora tem sido responsável pela entrega de ajuda a Gaza.

Ao mesmo tempo, Israel conduz negociações indiretas de cessar-fogo com o Hamas, cujo ataque no sul de Israel, a 7 de outubro de 2023, desencadeou a guerra no território palestiniano. O ataque do Hamas causou cerca de 1.200 mortos e 250 reféns e a retaliação de Israel provocou perto de 53.000 mortos em Gaza, além da destruição de grande parte das infraestruturas do território de 2,4 milhões de habitantes.

Israel retomou a ofensiva em março, pondo termo a um cessar-fogo negociado em janeiro, durante o qual trocou vários reféns israelitas por prisioneiros palestinianos.