Lembrando que passaram quase três décadas desde que Sporting e Benfica disputaram o final da Taça de Portugal no Jamor — evento que acabou com a morte de um adepto leonino — a PSP apela a que sejam adotados “comportamentos responsáveis e respeitadores. E alerta para os perigos associados ao uso da pirotecnia, tais como queimaduras, agressões na cabeça ou inalação de fumos.

“Preocupa à PSP todo e qualquer ato violento ou comportamento inadequado, como também o uso de engenhos explosivos. O uso de pirotecnia é um fenómeno que não é exclusivo da realidade nacional, assumindo-se como uma problemática de dimensão europeia”, lê-se no comunicado enviado às redações. Só na época desportiva 2023/2024, do total de 8.879 incidentes em eventos futebolísticos, 63,9% ocorreram devido à posse/deflagração de pirotecnia, aponta a PSP.

E logo enumera os riscos associados ao uso destes artigos. São quatro: queimaduras (através do contacto direto com uma chama ou só devido à proximidade) na roupa e estruturas; fumos (que podem afetar a respiração e até ter consequências a longo prazo, como provocar efeitos cancerígenos); impacto na cabeça, olhos e ouvidos (devido ao arremesso de materiais ou à sua detonação perto dos ouvidos) e também na visão (podendo causar lesões oculares); e, por último, pânico.

Lembrando que está proibido o uso de “qualquer tipo de petardo”, “posse ou uso de artigos de pirotecnia” e também a venda destes artigos pela internet ou através do telefone, a PSP alerta ainda que, caso algum adepto se depare com “resíduos perigosos ou artigos de pirotecnia não deflagrados” não deve mexer-lhes.

Para a celebração do fim da Taça de Portugal, a PSP pede ainda aos adeptos que “evitem provocações” e respeitem os outros, assim como que as “regras dos recintos desportivos” sejam respeitadas, evitando lançar objetos para o campo. “Seja um exemplo positivo, colabore com a PSP, informe comportamentos inadequados e celebre com moderação”, lê-se no comunicado desta autoridade.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 1.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music.]