Não acontecia desde 1995/96. 29 anos depois, Sporting e Benfica vão novamente cruzar-se na final da Taça de Portugal — na última, os encarnados venceram os leões num dia que ficou tragicamente marcado pela morte de Rui Mendes, adepto leonino que morreu nas bancadas do Estádio Nacional do Jamor depois de ser atingido por um very-light atirado pelos apoiantes adversários.

António, a questão central de uma noite periférica (a crónica do Benfica-Tirsense)

Ao todo, esta será a nona final da Taça de Portugal discutida entre Sporting e Benfica, sendo que os encarnados levam vantagem histórica: ganharam seis, enquanto que os leões só ganharam duas. A equipa de Bruno Lage não marcava presença no Jamor desde 2020/21, temporada em que perdeu a final para o Sp. Braga, sendo que o clube não conquista o troféu desde 2017, época em que derrotou o V. Guimarães.

Depois do apito final, na zona de entrevistas rápidas, Bruno Lage procurou valorizar o “percurso”. “Foi muito bom. Marcámos mais de 20 golos, chegámos com mérito ao Jamor, que era um dos objetivos da época. O 5-0 dava algum conforto, tentámos jogar de início com dois pontas de lança, com uma dinâmica diferente, e a equipa foi crescendo. Uma primeira parte morna e uma segunda parte com a dinâmica pretendida. Corrigimos posicionamentos ao intervalo e o resultado surge com naturalidade. Uma palavra ao Tirsense, que fez um percurso muito bom, tentou ao máximo atrasar o resultado, tivemos várias oportunidades, marcámos quatro e é um resultado justo”, começou por dizer o treinador, que vai atrás de alargar o recorde de conquistas do Benfica na Taça de Portugal, 26.

Mais à frente, Lage justificou o porquê de ter mantido António Silva e Florentino no onze inicial. “São muitas alterações, queríamos ter gente sénior dentro de campo, o António é capitão e quando olhámos para a equipa que jogou no último jogo… Temos muitas alterações, mas não é muito diferente da que jogou com o Santa Clara. Era importante ter gente que conhecesse a nossa forma de jogar e um sinal de respeito pelo Tirsense”, explicou.

[Já saiu o sexto e último episódio de  “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo PodcastPlus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro, aqui o quarto e aqui o quinto episódio]

“Começámos com cinco jogadores da formação, estreámos o João Veloso, que fez uma exibição muito positiva, o outro Félix [Hugo] e demos oportunidade ao André Gomes, o terceiro guarda-redes, que tem feito um trabalho fantástico e merecia esta participação”, acrescentou, terminando com a ideia de que chegar à final da Taça de Portugal “significa muito”. “Era um objetivo pessoal, mas o objetivo do clube é muito maior do que isso. Agora, em três, quatro dias temos de preparar da melhor maneira o jogo com o AVS”, concluiu.