Nova Iorque, a metrópole habitada por 8,5 milhões de indivíduos e caracterizada como “a cidade que nunca dorme”, termo celebrizado pela canção de Frank Sinatra no filme musical de 1977 New York New York, de Martin Scorsese, é uma das cidades mais visitadas no mundo. Só em 2024, a urbe norte-americana recebeu 65 milhões de visitantes, o que coloca constantemente muita gente a circular a pé na rua e nos parques, criando as condições para a ocorrência de muitos acidentes, por atropelamento e não só.
Os pequenos veículos eléctricos, como as bicicletas e as trotinetas eléctricas, fáceis e baratos de alugar para visitar a cidade, são uma ferramenta para agradar aos turistas, mas são igualmente utilizados por estafetas e condutores que se dedicam ao transporte e entregas de tudo um pouco, de comida a encomendas, sempre a um ritmo demasiado vivo, com o risco de colidir com quem se desloca a pé. É precisamente para diminuir este tipo de acidentes que o presidente da câmara local, Eric Adams, decidiu limitar a velocidade máxima para este tipo de veículos, abraçando os limites de velocidade europeus.
As bicicletas e as trotinetas eléctricas que circulam nos EUA são substancialmente distintas das que existem por essa Europa fora, nomeadamente em Portugal. Com motores mais potentes, com 750 kW (nos modelos classe 2), deixam as bicicletas que se podem adquirir entre nós a milhas, limitadas que estão a ⅓ da potência (250 kW). Isto permite-lhes atingir 45 km/h na generalidade dos estados norte-americanos (40 km/h em NYC), em vez dos nossos 25 km/h e serem controladas exclusivamente pelo acelerador e não apenas a assistir o ciclista enquanto pedala.
I’ve heard it in every neighborhood: New Yorkers are worried about e-bikes flying by and putting their families and children at risk.
— Mayor Eric Adams (@NYCMayor) June 5, 2025
Enough is enough.
We will soon be implementing a 15-MPH speed limit on e-bikes, so pedestrians AND riders can be safe on our streets. pic.twitter.com/VMy9Xiy3T2
Para controlar os riscos e retirar as bicicletas das ruas e, principalmente, dos passeios, Eric Adams começou por incrementar as infraestruturas, somando novos 142 km de ciclovias às já existentes. Mas o pormenor mais importante, com que a câmara de Nova Iorque conta para reduzir os acidentes é a redução da velocidade destes veículos eléctricos de duas rodas. Em vez dos limites crescentes que podem atingir os 45 km/h, bicicletas e trotinetas passam a estar limitadas a apenas 25 km/h. Tal será certamente uma chatice para os utilizadores, não para os turistas, mas sim para os entregadores de pizzas e afins. De recordar que Nova Iorque já tinha imposto limites ligeiramente mais duros do que o resto dos EUA, mas sobretudo devido às bicicletas assistidas por motor eléctrico, o número de acidentes continua a ser muito elevado.