Os portugueses (58%) defendem que o país não deve pedir desculpa aos países africanos de língua portuguesa pela colonização, enquanto Angola (59%) e Cabo Verde (58%) defendem o contrário, de acordo com uma sondagem feita pela Universidade Católica para a RTP e divulgada esta terça-feira.

As indemnizações são outro dos temas que dividem Portugal e os países africanos de língua portuguesa. 57% dos inquiridos em Portugal acreditam que os retornados que deixaram bens nas ex-colónias deveriam ter direito a uma compensação, já em Angola (71%) e Cabo Verde (81%) uma larga maioria acredita que nenhuma indemnização ficou por dar.

A atribuição de pensões a ex-combatentes portugueses e africanos gera consenso entre os três países: a maioria dos inquiridos em Portugal, Angola e Cabo Verde vê com bons olhos que isso acontecesse. Os inquiridos têm ainda opiniões parecidas noutras questões, como a oposição à retirada de estátuas e marcas da presença portuguesa ou a necessidade de devolver à origem obras de arte que tenham sido retiradas durante a colonização.

A sondagem esta terça-feira divulgada foi feita para a RTP, mas também para a Comissão Comemorativa 50 anos 25 de Abril, entre 21 de maio e 13 de junho. O nível de confiança é de 95%, sendo que a margem de erro varia consoante os países em que os indivíduos foram inquiridos. Por exemplo, em Portugal a margem de erro máxima associada a uma amostra de 1104 inquiridos é de 2,9%, a mesma percentagem de Angola (com 1199 inquiridos). Já em Cabo Verde, a margem de erro é maior (de 3,4%) uma vez que foram inquiridas menos pessoas, 810.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 7.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui, o quinto aqui e o sexto aqui]