A equipa do Sporting partia para os Açores em outubro de 2020, quando as polémicas declarações foram feitas. “Um bandido será sempre um bandido e, no final, um bandido será sempre recordado como um bandido”, afirmou o presidente dos leões aos jornalistas sobre o ex-presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa. Cinco anos depois, Frederico Varandas foi condenado por um crime de difamação e já anunciou que vai recorrer da decisão.

Esta quarta-feira, o tribunal deu como provado que as palavras tiveram como objetivo rebaixar e humilhar o dirigente portista e Frederico Varandas foi condenado a uma multa de 7.200 euros e ainda a uma compensação de 5 mil euros por danos, que reverte para a viúva de Pinto da Costa, avançou a CNN.

“Está engasgado, está encravado nas gargantas de todos os sportinguistas, e eles merecem ouvir isto de viva voz. Mas não só os sportinguistas, também todos os portugueses que se levantam bem cedo para ir trabalhar e que tentam triunfar na sua vida, não à custa da corrupção, do compadrio, dos esquemas. Para todos eles: pode ter um grande sentido de humor, pode ser uma pessoa culturalmente acima da média, pode ter um currículo cheio de vitórias, mas um bandido será sempre um bandido”, afirmou na altura Varandas, que acompanhou a leitura da sentença por videoconferência, juntamente com o advogado José Lobo Coutinho.

Varandas referia-se ao processo Apito Dourado, no qual Pinto da Costa foi ilibado. O presidente do Sporting justificou que as suas palavras haviam surgido em contexto de resposta a declarações anteriores de Pinto da Costa ao Porto Canal, em que este disse: “No dia em que Frederico Varandas se dedicar à medicina, presta um grande serviço ao Sporting”.

Para o tribunal, com estas palavras Frederico Varandas “extravasou a proporcionalidade e os limites da liberdade de expressão” e “não queria mais do que o enxovalho da pessoa” de Pinto da Costa. O presidente do Sporting vai recorrer da decisão para o Tribunal da Relação do Porto, confirmou à Lusa uma fonte próxima do processo.

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