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Venezuela recebe mais 324 migrantes deportados do México

Este artigo tem mais de 1 ano

O voo decorreu no âmbito do programa Gran Misión Plan Vuelta a la Patria e transportava venezuelanos repatriados do México, que percorreram a América central mas foram barrados na fronteira dos EUA.

epa12230569 Hundreds of people participate in a pro-government march to demand the release of Venezuelan children held in the United States; in Caracas, Venezuela, 10 July 2025.  EPA/Ronald Pena R
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▲Na quinta-feira, manifestantes saíram às ruas de Caracas para "exigir a liberdade" de 22 crianças que a Venezuela diz que estão sequestradas pelo Governo de Trump

Ronald Pena R/EPA

▲Na quinta-feira, manifestantes saíram às ruas de Caracas para "exigir a liberdade" de 22 crianças que a Venezuela diz que estão sequestradas pelo Governo de Trump

Ronald Pena R/EPA

A Venezuela recebeu mais 324 migrantes venezuelanos deportados do México, depois de terem sido impedidos de entrar nos Estados Unidos, num novo voo da companhia aérea estatal venezuelana Conviasa.

A chegada do voo, na quinta-feira, foi confirmada pelo Ministério de Relações Interiores, Justiça e Paz (MIJ), através de uma mensagem publicada na rede social Instagram.

O voo, que onde transportava 140 crianças, 101 mulheres e 83 homens, decorreu no âmbito do programa Gran Misión Plan Vuelta a la Patria (Grande Missão Plano de Regresso à Pátria).

“A partir das instalações do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía [norte de Caracas], as autoridades do Estado venezuelano aplicaram a este novo grupo de venezuelanos os protocolos previamente estabelecidos, que garantem a proteção dos seus direitos humanos e da sua integridade”, explica o MIJ.

Segundo as autoridades venezuelanas, este é o segundo voo de repatriamento realizado esta semana, depois de na quarta-feira mais de 200 venezuelanos terem sido deportados dos Estados Unidos.

Segundo a imprensa local, os venezuelanos repatriados do México cruzaram o Darién, a perigosa selva que divide a Colômbia e o Panamá, tendo percorrido a América Central e chegado à fronteira sul dos Estados Unidos, onde foram barrados pelas autoridades norte-americanas.

Washington e Caracas chegaram a um acordo, no final de janeiro, para retomar os voos de repatriamento de venezuelanos deportados dos EUA, após uma vista a Caracas do enviado especial de Donald Trump a Caracas, Richard Grenell. Desde então foram realizados, segundo as autoridades venezuelanas, 41 voos de repatriamento.

“É de salientar que, até à data, a Gran Misión Plan Vuelta a la Patria permitiu o regresso de mais de sete mil homens e mulheres venezuelanos, que regressam para continuar a construir um futuro com as suas famílias“, explica o MIJ.

Na quinta-feira, manifestantes saíram às ruas de Caracas para “exigir a liberdade” de 22 crianças que as autoridades da Venezuela dizem estar sequestradas pelo Governo de Donald Trump.

Com cartazes e bandeiras da Venezuela, os venezuelanos marcharam desde o Parque Generalíssimo Francisco de Miranda, no leste de Caracas, até à Praça Venezuela, nas proximidades do centro da capital.

Os venezuelanos pediram ainda que sejam libertados centenas de conterrâneos que foram deportados dos EUA e enviados para uma cadeira de alta segurança em El Salvador, desde 15 de março, “sem direito à defesa nem ao devido processo”.

Em 1 de julho, o parlamento da Venezuela criticou o silêncio do alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, sobre 252 migrantes que disse estarem sequestrados em El Salvador e sobre 18 menores que descreveu como detidos nos Estados Unidos.

A Assembleia Nacional da Venezuela declarou Volker Türk e os membros do seu gabinete como persona non grata.

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