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Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Aguiar-Branco pede debate com discussão de ideias e sem qualificações pessoais

Este artigo tem mais de 1 ano

Presidente da Assembleia da República defende que o parlamento "é mais do que os incidentes em plenário", e ambiciona por "um parlamento onde se discutem ideias e não pessoas".

José Pedro Aguiar-Branco realça que "a democracia dá trabalho, exige tempo, determinação e bom senso, mas vale a pena"
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▲José Pedro Aguiar-Branco realça que "a democracia dá trabalho, exige tempo, determinação e bom senso, mas vale a pena"

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

▲José Pedro Aguiar-Branco realça que "a democracia dá trabalho, exige tempo, determinação e bom senso, mas vale a pena"

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

O presidente da Assembleia da República sustentou esta quinta-feira que quando ocorrem incidentes em plenário é preciso defender “o que está certo” e pediu que o debate se faça com discussão de ideias, sem qualificações pessoais.

Esta posição de José Pedro Aguiar-Branco consta de uma nota publicada na sua conta pessoal na rede social Instagram, no fim do debate parlamentar sobre o estado da nação. Na sua mensagem, o presidente da Assembleia da República começa por realçar que “a democracia dá trabalho, exige tempo, determinação e bom senso, mas vale a pena, mesmo quando é difícil, sobretudo, quando é difícil”.

Acrescenta que o parlamento “é mais do que os incidentes em plenário”. “Mas, quando acontecem, é preciso defender o que está certo. Um parlamento onde se discutem ideias e não pessoas, onde se discorda, mas sem qualificações pessoais, onde existe liberdade de expressão, mas também lealdade entre todos”, salienta José Pedro Aguiar-Branco

Durante o debate desta quinta-feira sobre o estado da nação, a atuação do presidente da Assembleia da República foi contestada pelo PS, após uma troca de acusações entre o presidente do Chega, André Ventura, e o secretário-geral socialista, José Luís Carneiro.

André Ventura afirmou que a liderança do PS de José Luís Carneiro “ainda é mais frouxa que a outra”, numa alusão a Pedro Nuno Santos. E José Luís Carneiro respondeu a André Ventura: “Até hoje não encontrei um deputado tão fanfarrão como aquele deputado que está a liderar aquela bancada” do Chega.

Aguiar-Branco reagiu e considerou que a palavra “fanfarrão” usada por José Luís Carneiro não lhe parecia que fosse “um tratamento urbano”. Uma posição que levou depois o “vice” da bancada socialista Pedro Delgado Alves a concluir estar perante uma “dualidade de critério”.

José Pedro Aguiar-Branco, na sua mensagem, assinala também que o debate sobre o estado da nação foi o último plenário antes da interrupção dos trabalhos parlamentares para férias do verão. “No dia em que interrompemos as sessões plenárias, o parlamento continua a trabalhar: nas comissões, no trabalho técnico e político que sustenta o debate democrático. Uma palavra de reconhecimento a todos — deputados, equipas, serviços da Assembleia — os que contribuem para que a democracia funcione todos os dias”, acrescentou.

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